Uma operadora de celular americana lançou algo inédito: um plano de $30 por mês que bloqueia pornografia e conteúdo relacionado a gênero em nível de rede. A Radiant Mobile começou a operar em 5 de maio de 2026 sobre a infraestrutura da T-Mobile. O diferencial assusta especialistas, já que alguns desses bloqueios não podem ser desativados nem por usuários adultos.
Paul Fisher, fundador da empresa, é um ex-agente de modelos que criou o negócio após, segundo ele, receber uma “revelação divina”. Ele recebeu $17,5 milhões em investimento e já faz parcerias com igrejas para oferecer descontos aos fiéis.
A meta é expandir para países como Coreia do Sul e México.
Como funciona o bloqueio
A tecnologia categoriza domínios em mais de cem categorias. Quando um usuário tenta acessar um site bloqueado, a página simplesmente não carrega. A pornografia é bloqueada obrigatoriamente. Conteúdo LGBTQ+ vem bloqueado por padrão, mas adultos podem desativar essa restrição.
O problema? A categorização é subjetiva e imprecisa. Fisher tem poder enorme sobre o que entra ou sai. Se uma universidade publica muito sobre igualdade trans, ele pode bloquear o domínio inteiro.
Críticas de especialistas
David Choffnes, professor de segurança da Northeastern University, aponta que esse tipo de bloqueio é a base de censura em regimes autoritários. Ele questiona a eficácia técnica e defende um internet aberta, mesmo que imperfeita.
A T-Mobile não comentou se os bloqueios violam suas políticas. Especialistas temem que isso abra precedente para outras operadoras fazerem o mesmo com conteúdos diferentes, além de acreditarem que atitudes como essa ampliam o preconceito, criando um sentimento de distanciamento entre cristãos e gays, como se a homossexualidade fosse algo a ser evitado, tirando dessas pessoas o reconhecimento ao direito de amar, viver em harmonia e, ainda, de serem também cristãs, se assim quiserem.
