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Cachoeira de 3,5 km abaixo do mar mostra que o maior espetáculo da água não está em terra

Cientistas explicam que o fenômeno surge quando águas geladas e densas do Ártico encontram correntes mais quentes e leves do Atlântico Norte

Fábio Rocha

Publicado em 18/02/2026 às 16:01

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No Estreito da Dinamarca, entre a Groenlândia e a Islândia, massas gigantescas de água fria mergulham centenas de metros abaixo da superfície / Reprodução

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Quando se pensa em cachoeiras, a imagem de água despencando sobre penhascos vem à mente. Mas existe uma queda d’água três vezes maior que qualquer cachoeira terrestre e ela está escondida sob o oceano.

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No Estreito da Dinamarca, entre a Groenlândia e a Islândia, massas gigantescas de água fria mergulham centenas de metros abaixo da superfície, criando um espetáculo que ninguém consegue ver a olho nu.

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O que torna essa catarata submersa única não é apenas a sua altura impressionante de 3,5 km, ou a largura de 160 km, mas também o volume de milhões de metros cúbicos de água movimentados por segundo.

Comparado ao Salto Ángel, na Venezuela, o gigante oceânico não deixa dúvidas: a maior queda do planeta não está em terra firme.

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Fenômeno

Cientistas explicam que o fenômeno surge quando águas geladas e densas do Ártico encontram correntes mais quentes e leves do Atlântico Norte.

A gravidade faz a água fria afundar rapidamente sobre o leito submarino, produzindo um fluxo descendente contínuo que age como um motor invisível para o clima global.

Dica do editor: Onde o deserto virou cachoeira: A metamorfose de um gigante paulista.

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Correntes oceânicas, transporte de nutrientes e circulação de calor dependem de forças como essa para manter o equilíbrio do planeta.

Além da ciência, há o fascínio visual: embora seja impossível observar diretamente, o movimento da água cria padrões detectáveis por sonar e satélites.

Os cientistas consideram a catarata do Estreito da Dinamarca um exemplo extremo de como o oceano esconde mundos secretos e forças capazes de mover volumes de água incompreensíveis.

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A maior cachoeira do mundo desafia tudo o que conhecemos sobre água em movimento, mas não por sua beleza visível, e sim por seu impacto invisível sobre o planeta.

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