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Brasileiro no trono de Doha: Quem é o bilionário que assumiu as chaves do novo fundo de US$ 3 bi

Ele deixou para trás o rótulo de cofundador de rede social para assumir o papel de peça-chave no xadrez geopolítico do capital de risco

Fábio Rocha

Publicado em 11/02/2026 às 14:36

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A estratégia do Qatar é investir US$ 3 bilhões para transformar o deserto em um polo tecnológico / Andrej Isakovic/AFP

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Enquanto o Brasil discute exportação de commodities, um de seus cidadãos mais bem-sucedidos está exportando algo muito mais valioso e escasso: acesso e influência estratégica. Eduardo Saverin, aos 43 anos, consolidou uma metamorfose rara.

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Ele deixou para trás o rótulo de cofundador de rede social para assumir o papel de peça-chave no xadrez geopolítico do capital de risco.

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O palco dessa consagração foi a Web Summit Qatar 2026, onde ficou claro que Saverin não é apenas um investidor em busca de retorno, mas o principal elo entre o capital soberano do Oriente Médio e o futuro da tecnologia.

Chave de ouro em Doha

A estratégia do Qatar de investir US$ 3 bilhões para transformar o deserto em um polo tecnológico não é feita apenas de dinheiro, é feita de confiança. E é aqui que a liderança brasileira se destaca.

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Através da B Capital, Saverin fincou bandeira física em Doha, estabelecendo um escritório na região de The Pearl.

Diferente de outros bilionários que operam à distância, o brasileiro entendeu que o novo centro de gravidade do capitalismo global exige presença.

xxxEduardo Saverin, aos 43 anos, consolidou uma metamorfose rara / Wei Leng Tay/Bloomberg

Sua atuação foi fundamental para que sua gestora fosse selecionada pela Qatar Investment Authority (QIA), integrando um ecossistema que busca atrair o que há de mais avançado em saúde, clima e energia.

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Dica do editor: Com investimento de R$ 100 milhões, mega shopping brasileiro chama atenção pelo conceito inédito.

Por que esse papel é inédito para um brasileiro?

Historicamente, grandes nomes das finanças brasileiras focaram em mercados internos ou na conexão direta com Nova York. Saverin rompe esse padrão ao:

  • Arbitrar capitais soberanos: Ele atua como o tradutor das necessidades do governo catariano para a linguagem das startups do Vale do Silício e da Ásia.

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  • Ocupar centros de poder emergentes: Ao se posicionar no Golfo, ele coloca um brasileiro no epicentro de uma das maiores transições econômicas da década.

  • Liderança intelectual: Na Web Summit deste ano, sua presença foi interpretada como um selo de legitimidade para a política de atração de talentos de Doha.

Do código ao poder real

A trajetória que começou em Harvard e passou pela estruturação do Facebook atingiu um novo patamar de maturidade.

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À frente da B Capital, Saverin utiliza sua leitura de mercado para orquestrar investimentos em setores que definem a sobrevivência das nações, como a transição energética.

Para o cenário internacional, ele é o rosto de uma nova geração de investidores institucionais. Para o Brasil, sua posição no Qatar é o maior exemplo de como a liderança financeira nacional pode, de fato, ditar as regras nos ambientes de negócios mais seletivos e ambiciosos do planeta.

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