A estratégia do Qatar é investir US$ 3 bilhões para transformar o deserto em um polo tecnológico / Andrej Isakovic/AFP
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Enquanto o Brasil discute exportação de commodities, um de seus cidadãos mais bem-sucedidos está exportando algo muito mais valioso e escasso: acesso e influência estratégica. Eduardo Saverin, aos 43 anos, consolidou uma metamorfose rara.
Ele deixou para trás o rótulo de cofundador de rede social para assumir o papel de peça-chave no xadrez geopolítico do capital de risco.
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O palco dessa consagração foi a Web Summit Qatar 2026, onde ficou claro que Saverin não é apenas um investidor em busca de retorno, mas o principal elo entre o capital soberano do Oriente Médio e o futuro da tecnologia.
A estratégia do Qatar de investir US$ 3 bilhões para transformar o deserto em um polo tecnológico não é feita apenas de dinheiro, é feita de confiança. E é aqui que a liderança brasileira se destaca.
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Através da B Capital, Saverin fincou bandeira física em Doha, estabelecendo um escritório na região de The Pearl.
Diferente de outros bilionários que operam à distância, o brasileiro entendeu que o novo centro de gravidade do capitalismo global exige presença.
Eduardo Saverin, aos 43 anos, consolidou uma metamorfose rara / Wei Leng Tay/BloombergSua atuação foi fundamental para que sua gestora fosse selecionada pela Qatar Investment Authority (QIA), integrando um ecossistema que busca atrair o que há de mais avançado em saúde, clima e energia.
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Dica do editor: Com investimento de R$ 100 milhões, mega shopping brasileiro chama atenção pelo conceito inédito.
Historicamente, grandes nomes das finanças brasileiras focaram em mercados internos ou na conexão direta com Nova York. Saverin rompe esse padrão ao:
Arbitrar capitais soberanos: Ele atua como o tradutor das necessidades do governo catariano para a linguagem das startups do Vale do Silício e da Ásia.
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Ocupar centros de poder emergentes: Ao se posicionar no Golfo, ele coloca um brasileiro no epicentro de uma das maiores transições econômicas da década.
Liderança intelectual: Na Web Summit deste ano, sua presença foi interpretada como um selo de legitimidade para a política de atração de talentos de Doha.
A trajetória que começou em Harvard e passou pela estruturação do Facebook atingiu um novo patamar de maturidade.
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À frente da B Capital, Saverin utiliza sua leitura de mercado para orquestrar investimentos em setores que definem a sobrevivência das nações, como a transição energética.
Para o cenário internacional, ele é o rosto de uma nova geração de investidores institucionais. Para o Brasil, sua posição no Qatar é o maior exemplo de como a liderança financeira nacional pode, de fato, ditar as regras nos ambientes de negócios mais seletivos e ambiciosos do planeta.