Avião militar cai nas Filipinas e deixa ao menos 45 mortos

Alguns soldados foram vistos saltando do avião antes que ele atingisse o solo e explodisse

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04 JUL 2021Por Folhapress15h56
Destroços do avião estão por todas as partes.Destroços do avião estão por todas as partes.Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um avião militar caiu no sul das Filipinas neste domingo (4) após perder o controle na aterrissagem e ao menos 45 pessoas morreram, segundo o Departamento de Defesa Nacional.

Do total de mortos, 42 eram militares e 3 eram civis a bordo do avião de transporte Hercules C-130. Dezenas de pessoas ficaram feridas e foram atendidas em hospitais. A aeronave tinha 92 pessoas a bordo caiu na ilha de Jolo, na província de Sulu, segundo comunicado do secretário de Defesa filipino, Delfin Lorenzana.

Alguns soldados foram vistos saltando do avião antes que ele atingisse o solo e explodisse, segundo o general William Gonzales, comandante da força-tarefa conjunta de Sulu.

Trata-se de um dos acidentes de aviação militar mais mortíferos da história do país. "É um dia triste, mas temos que manter a esperança", afirmou Gonzales.

Fotos divulgadas pelo canal de televisão local Pondohan TV mostram a fuselagem do avião em chamas. Uma coluna de fumaça preta subiu sobre as casas localizadas perto do local do acidente.

O general Cirilito Sobejana disse que o avião transportava tropas de Cagayan de Oro, na ilha de Mindanao (sul), quando saiu da pista ao tentar pousar em Jolo.

A aeronave tentou "recuperar a potência, mas não teve sucesso", disse à mídia local, chamando o acidente de "muito lamentável".

"As equipes de resgate estão no local, estamos rezando para que possam salvar mais vidas", afirmou à AFP.
O avião, com quatro turbopropulsores, caiu perto de uma pedreira em uma área pouco povoada, afirmou à AFP a primeira tenente Jerrica Angela Manongdo.

O porta-voz da Aeronáutica, o tenente-coronel Maynard Mariano, ressaltou que as causas do acidente serão investigadas. "Agora estamos dedicados às tarefas de resgate", disse Mariano à AFP.