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Após 131 anos sob o mar, barra de ouro de 30kg será vendida em partes e preço chega a R$ 55 milhões

A Barra Eureka, avaliada em R$ 55 milhões e símbolo da Corrida do Ouro, terá 1.500 proprietários através de um sistema de frações digitais para preservar o item histórico

Luna Almeida

Publicado em 25/03/2026 às 22:21

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A barra é considerada um / Reprodução

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Uma das peças mais valiosas da história marítima dos Estados Unidos, a Barra Eureka, está sendo protagonista de um modelo de venda inédito no mercado de colecionáveis. Com quase 30 quilos de ouro sólido e pureza de 0,90, o "tijolo" de metal precioso foi resgatado do fundo do Oceano Atlântico após passar 131 anos submerso. 

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Agora, em vez de pertencer a um único bilionário, a barra será fracionada em 1.500 cotas de propriedade, permitindo que investidores adquiram "pedaços" do tesouro por cerca de R$ 24 mil cada.

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A estratégia da empresa Kagin’s Digital visa democratizar o acesso ao bem histórico sem a necessidade de "picotar" ou desfigurar o objeto. Cada fração de duas gramas funciona como uma ação de uma empresa, garantindo ao comprador um certificado de propriedade de um item segurado em 10 milhões de dólares. 

A barra é considerada um "documento feito de ouro", pois foi fundida no século 19 a partir de pepitas colhidas por garimpeiros durante a Corrida do Ouro na Califórnia.

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A tragédia do SS Central America e o resgate milionário

A história da Barra Eureka remete a setembro de 1857A história da Barra Eureka remete a setembro de 1857 / Reprodução

A história da Barra Eureka remete a setembro de 1857, quando o navio SS Central America, conhecido mundialmente como 'Navio do Ouro', naufragou na costa da Carolina do Sul durante um furacão. O desastre vitimou 425 pessoas e levou ao fundo do mar toneladas de ouro que pertenciam a mineiros que retornavam para casa. 

O tesouro permaneceu perdido até 1988, quando o explorador Tommy Thompson localizou os destroços.

Desde o resgate, a barra passou pelas mãos de grandes colecionadores, incluindo executivos da lista da Forbes, valorizando-se exponencialmente a cada transação.

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Especialistas definem a peça como o artefato de ouro mais relevante ainda existente no mundo. Diferente de outros itens de colecionismo que possuem apenas valor histórico, a Eureka mantém um valor monetário intrínseco altíssimo devido ao seu peso em ouro maciço. 

O modelo de venda fracionada utiliza regulamentações modernas de valores mobiliários dos EUA para garantir que o instrumento financeiro do século 19 continue circulando como um ativo tangível e seguro na era digital.

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O mistério do caçador de tesouros e a soltura de Thompson

A Barra Eureka inicia uma nova fase como um bem compartilhado por centenas de novos proprietáriosA Barra Eureka inicia uma nova fase como um bem compartilhado por centenas de novos proprietários / Reprodução

O anúncio da venda coincide com a recente liberdade de Tommy Thompson, o homem que encontrou a barra. Thompson passou os últimos dez anos preso por desrespeitar ordens judiciais e se recusar a revelar o paradeiro do restante do tesouro do SS Central America. 

O explorador enfrentava processos movidos pelos financiadores de sua expedição original, que alegam nunca terem recebido sua parte nos lucros do resgate histórico.

Aos 73 anos, Thompson foi solto após o juiz do caso concluir que o explorador dificilmente entregaria a localização do ouro escondido, mesmo sob custódia. Ele alega amnésia e afirma que os bens estão em um fundo de proteção em Belize. 

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Agora livre, Thompson vive sob vigilância de seus credores, enquanto a Barra Eureka, considerada o seu achado mais famoso, inicia uma nova fase como um bem compartilhado por centenas de novos proprietários ao redor do mundo.

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