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Após mais de 50 anos da última missão Apollo, o grupo de astronautas iniciam jornada para testar tecnologias que permitirão o futuro pouso humano no solo lunar
O plano da Nasa prevê que a cápsula Orion orbite o satélite natural e alcance o lado oculto da Lua, servindo como um teste rigoroso para os sistemas de suporte à vida antes de futuros pousos tripulados / Nasa/Divulgação
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A Nasa realiza, nesta quarta-feira (1º), o lançamento da missão Artemis 2, o primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de meio século. A operação será transmitida ao vivo pelo canal oficial da agência espacial no YouTube e pode ser acompanhada pelo link abaixo. A primeira janela de lançamento está prevista para as 19h24 (horário de Brasília), com a decolagem partindo do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
A missão estava prevista para acontecer em fevereiro, mas após diversos atrasos por conta de contratempos técnicos e análises e reparos, com o foguete retornando ao hangar, foi confirmado que a data oficial de decolagem seria nesta quarta. Caso haja adiamento, novas tentativas poderão ocorrer até o dia 6 de abril.
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A Artemis 2 tem como propósito levar quatro astronautas em uma trajetória que não prevê aterrissagem, mas sim um sobrevoo ao redor da Lua, alcançando principalmente o seu lado oculto. O plano é que a cápsula Orion orbite o satélite natural e retorne à Terra, um voo de teste crucial para validar sistemas de sobrevivência e segurança antes de missões futuras.
Durante os dois primeiros dias, a tripulação verificará os sistemas da Orion e realizará um teste de demonstração de mira próximo à Terra antes de seguir rumo ao satélite. A previsão é que a missão dure cerca de 10 dias.
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A nave deve levar por volta de quatro dias para completar o trajeto de ida, chegando a atingir 7,4 mil quilômetros de distância além da Lua em seu ponto mais remoto.
A equipe é formada por quatro astronautas, sendo três estadunidenses e um canadense, entre eles o comandante é Reid Wiseman, o piloto é Victor Glover, a especialista de missão da Nasa é Christina Koch e o especialista de missão da CSA (Agência Espacial Canadense) é Jeremy Hansen.
O Brasil está desenvolvendo uma tecnologia por meio da missão SelenITA, e pode levar o país a fazer parte do seleto grupo de nações que exploram o ambiente lunar. Ele é um caçador de tempestades espaciais e foi desenhado para estudar como a radiação do Sol bagunça a camada superior da nossa atmosfera (a ionosfera).
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Se ele sobreviver, provará que o Brasil tem a tecnologia necessária para, no futuro, enviar suas próprias missões para explorar a superfície da nossa vizinha prateada