Bombardeios atingem subúrbios de Beirute e Vale do Bekaa; todas as opções estão sobre a mesa, diz governo / Reprodução/EFE/EPA/WAEL HAMZEH
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Na terça-feira (3), o Exército de Israel conduziu incursões em partes da fronteira com o Líbano, ocupando novas posições estratégicas. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a medida visa "impedir os ataques contra o território israelense", principalmente na área fronteiriça.
Testemunhas disseram que o Exército libanês recuou de pelo menos sete posições avançadas ao longo da fronteira para evitar confrontos diretos.
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Os bombardeios aéreos atingiram os subúrbios ao sul de Beirute, reduto do Hezbollah, além de outras regiões como o Vale do Bekaa . O canal de TV Al Manar, vinculado ao grupo, também foi alvo.
O Hezbollah, fundado pela Guarda Revolucionária do Irã em 1982, afirmou que sua ofensiva com drones e foguetes contra Israel foi para vingar "o sangue puro" do aiatolá Khamenei e "em defesa do Líbano" . Foi o primeiro ataque do grupo desde a guerra de 2024, apesar dos bombardeios israelenses quase diários contra suas posições nos últimos meses.
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Em resposta, Israel afirmou que todas as opções estão sobre a mesa, incluindo uma invasão terrestre mais ampla. Cerca de 100 mil reservistas israelenses foram mobilizados.
O Líbano ocupa uma posição estratégica no Oriente Médio e permanece no centro das tensões regionais. O país faz fronteira com Israel e Síria, abriga diferentes grupos religiosos e mantém forte presença de forças políticas alinhadas ao Irã. Por isso, qualquer crise entre Teerã, Tel Aviv e Washington passa, em algum grau, pelo território libanês.
Israel considera a fronteira norte uma das áreas mais sensíveis. A proximidade de localidades libanesas facilita o lançamento de projéteis contra o território israelense, e o relevo da região permite esconderijos e túneis utilizados pelo Hezbollah. Desde o cessar-fogo de novembro de 2024, Israel mantinha cinco posições ocupadas no sul do Líbano e agora amplia seu controle.
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