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A Terra está se partindo? Conheça as 7 maiores rachaduras que existem no mundo hoje; veja fotos

Entenda como os movimentos da crosta terrestre estão moldando o mapa-múndi de 2026

Luna Almeida

Publicado em 03/03/2026 às 19:30

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Em 2018, uma grande rachadura surgiu no sudeste do Quênia, próxima à região conhecida como Rift Valley / Reprodução/Youtube
Em 2018, uma grande rachadura surgiu no sudeste do Quênia, próxima à região conhecida como Rift Valley / Reprodução/Youtube
O Vale do Rift se estende por aproximadamente 3 mil quilômetros, da Somália ao Zimbábue / Reprodução/Youtube
O Vale do Rift se estende por aproximadamente 3 mil quilômetros, da Somália ao Zimbábue / Reprodução/Youtube
A área marca a separação gradual da placa africana em dois blocos: a Placa Somali e a Placa Nubiana / Reprodução/Youtube
A área marca a separação gradual da placa africana em dois blocos: a Placa Somali e a Placa Nubiana / Reprodução/Youtube
Nos Estados Unidos, uma das formações geológicas mais conhecidas é a Falha de San Andreas / Reprodução/Youtube
Nos Estados Unidos, uma das formações geológicas mais conhecidas é a Falha de San Andreas / Reprodução/Youtube
Em 1906, um abalo de magnitude 7,8 devastou San Francisco e deixou mais de 3 mil mortos / Reprodução/Youtube
Em 1906, um abalo de magnitude 7,8 devastou San Francisco e deixou mais de 3 mil mortos / Reprodução/Youtube
A Zona de Subducção de Cascadia estende-se do norte da Califórnia até o Canadá, cortando todo o estado de Washington / Reprodução/Youtube
A Zona de Subducção de Cascadia estende-se do norte da Califórnia até o Canadá, cortando todo o estado de Washington / Reprodução/Youtube
Foi um processo idêntico que provocou, em 1960, o terremoto de magnitude 9,5 em Valdivia, no Chile / Reprodução/Youtube
Foi um processo idêntico que provocou, em 1960, o terremoto de magnitude 9,5 em Valdivia, no Chile / Reprodução/Youtube
Pesquisadores do British Antarctic Survey divulgaram imagens de uma rachadura na plataforma de gelo Larsen C, na Antártida / Reprodução/Youtube
Pesquisadores do British Antarctic Survey divulgaram imagens de uma rachadura na plataforma de gelo Larsen C, na Antártida / Reprodução/Youtube
A fissura atingiu cerca de 175 quilômetros de extensão e acabou originando um iceberg de aproximadamente 5 mil km² / Reprodução/Youtube
A fissura atingiu cerca de 175 quilômetros de extensão e acabou originando um iceberg de aproximadamente 5 mil km² / Reprodução/Youtube
A Crack in the Ground, no estado do Oregon (EUA), é uma antiga fissura vulcânica com mais de três quilômetros de extensão / Reprodução/Youtube
A Crack in the Ground, no estado do Oregon (EUA), é uma antiga fissura vulcânica com mais de três quilômetros de extensão / Reprodução/Youtube
Essas aberturas não resultam da separação de placas tectônicas, mas do avanço do magma / Reprodução/Youtube
Essas aberturas não resultam da separação de placas tectônicas, mas do avanço do magma / Reprodução/Youtube
Em 2014, uma rachadura com mais de um quilômetro de extensão surgiu em uma fazenda no noroeste do México / Reprodução/Youtube
Em 2014, uma rachadura com mais de um quilômetro de extensão surgiu em uma fazenda no noroeste do México / Reprodução/Youtube

Das fissuras que avançam pela África Oriental às complexas zonas de subducção nos Estados Unidos / Reprodução/Youtube

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Embora imagens de fendas rasgando o solo possam assustar, para a geologia elas são as "cicatrizes" de um planeta vivo e em constante mutação. Esse movimento não é novidade: ao longo de centenas de milhões de anos, a dança das placas tectônicas desmembrou supercontinentes, como a Pangeia, e segue redesenhando o mapa-múndi que conhecemos hoje.

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Atualmente, cientistas mantêm os olhos voltados para pontos críticos do globo onde a Terra parece estar "trocando de pele". 

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Das fissuras que avançam pela África Oriental às complexas zonas de subducção nos Estados Unidos, além do monitoramento constante das plataformas de gelo na Antártida, cada fenômeno é uma peça fundamental para entender a poderosa dinâmica interna que molda o nosso futuro geológico.

África pode estar se dividindo lentamente

Em 2018, uma grande rachadura surgiu no sudeste do Quênia, próxima à região conhecida como Rift Valley. O episódio chamou atenção porque integra um processo tectônico muito mais amplo.

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O Vale do Rift se estende por aproximadamente 3 mil quilômetros, da Somália ao Zimbábue, atravessando Etiópia, Quênia e Tanzânia. A área marca a separação gradual da placa africana em dois blocos: a Placa Somali e a Placa Nubiana.

Esse fenômeno fascinante acontece porque a litosfera – a camada rígida que envolve a crosta e a parte superior do manto – não é uma peça única, mas sim um quebra-cabeça de placas tectônicas que "flutuam" sobre a astenosfera, uma camada mais profunda, quente e viscosa.

Quando essas peças gigantescas decidem se afastar, elas criam os chamados riftes continentais. 

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É o processo exatamente oposto ao que deu origem a cadeias montanhosas majestosas, como o Himalaia, onde as placas se chocam em vez de se separarem.

Embora geólogos avaliem que as chuvas intensas dos últimos tempos possam ter acelerado a erosão e deixado essas feridas na terra mais expostas, a separação definitiva do continente africano ainda é um plano de longo prazo da natureza. 

O nascimento de um novo oceano e o redesenho total do mapa da África é um espetáculo que levará, literalmente, milhões de anos para se consolidar.

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A Falha de San Andreas e o risco sísmico nos EUA

Nos Estados Unidos, uma das formações geológicas mais conhecidas é a Falha de San Andreas, na Califórnia. Com cerca de 1.300 quilômetros de extensão, ela marca o limite entre a Placa do Pacífico e a Placa Norte-Americana.

O atrito entre essas estruturas provoca terremotos frequentes na região. Em 1906, um abalo de magnitude 7,8 devastou San Francisco e deixou mais de 3 mil mortos.

Os especialistas observam com atenção a porção sul da falha, onde não há grandes registros sísmicos há cerca de 300 anos, um intervalo que já supera a média histórica da região. 

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Esse longo período de silêncio preocupa, pois o acúmulo de tensão nas rochas pode resultar em um evento de grande magnitude no futuro.

Cascadia: a zona silenciosa que preocupa cientistas

Diretamente ligada ao sistema tectônico do oeste americano, a Zona de Subducção de Cascadia estende-se do norte da Califórnia até o Canadá, cortando todo o estado de Washington.

Especialistas classificam essa região como uma zona de subducção, o tipo de falha geológica mais perigoso que existe, onde uma placa tectônica desliza lentamente para baixo de outra. Historicamente, esse mecanismo é o responsável pelos maiores terremotos já registrados no planeta.

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Foi um processo idêntico que provocou, em 1960, o terremoto de magnitude 9,5 em Valdivia, no Chile, considerado o abalo mais forte da história moderna. Na ocasião, o evento gerou um tsunami devastador que atravessou o Oceano Pacífico e atingiu a costa do Japão.

A última grande atividade em Cascadia ocorreu em 1700. Desde então, o silêncio sísmico levanta preocupações sobre a possibilidade de um novo terremoto de grande escala, potencialmente acompanhado de tsunami.

Fissura na Antártida e o iceberg gigante

Em 2017, pesquisadores do British Antarctic Survey divulgaram imagens de uma rachadura na plataforma de gelo Larsen C, na Antártida.

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A fissura atingiu cerca de 175 quilômetros de extensão e acabou originando um iceberg de aproximadamente 5 mil km², quase do tamanho de Brasília.

Embora as plataformas de gelo já flutuem sobre o mar e o seu desprendimento não cause a subida direta do nível das águas, esse processo serve como um alerta. 

Isso acontece porque a perda dessas barreiras pode acelerar o escoamento das geleiras continentais em direção ao oceano, o que acaba contribuindo indiretamente para a elevação do nível do mar.

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Fissuras acessíveis e fenômenos vulcânicos

Nem todas as grandes rachaduras representam risco imediato.

A Crack in the Ground, no estado do Oregon (EUA), é uma antiga fissura vulcânica com mais de três quilômetros de extensão e até 21 metros de profundidade. O local se tornou atração natural, permitindo que visitantes caminhem pelo interior da formação.

Já no Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, fissuras surgem com relativa frequência devido à atividade do vulcão Kilauea, um dos mais ativos do planeta. 

Essas aberturas não resultam da separação de placas tectônicas, mas do avanço do magma, que cria novas camadas de terra e expande a ilha.

México: fissura de origem controversa

Em 2014, uma rachadura com mais de um quilômetro de extensão surgiu em uma fazenda no noroeste do México e chamou a atenção do mundo. Embora o fenômeno tenha sido atribuído inicialmente a alguma atividade sísmica, as investigações seguintes mostraram um cenário diferente. 

Os geólogos descobriram que a erosão causada pelo fluxo subterrâneo de água, possivelmente relacionada à construção de um dique na região, enfraqueceu o solo a ponto de provocar o colapso.

Planeta em constante transformação

Rachaduras, falhas e riftes são manifestações visíveis de um processo contínuo que opera há bilhões de anos. Foi esse mesmo mecanismo que separou América do Sul e África há cerca de 138 milhões de anos.

Embora algumas dessas estruturas representem riscos reais em áreas com muitas pessoas, muitas delas evoluem de forma lenta e quase imperceptível.

A Terra, mesmo quando parece sólida e estável, está longe de ser estática e vai continuar se redesenhando muito além da escala de tempo humana.

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