Diferente de outras empresas que compram marcas para fundi-las, a Anta Sports joga um jogo de longo prazo / ImageFX
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Você pode até não conhecer o nome Anta Sports, mas é muito provável que o seu tênis de trilha ou aquela jaqueta de neve de grife pertençam a ela.
Sem fazer o barulho midiático da Nike ou da Adidas, a gigante chinesa montou um verdadeiro "esquadrão de elite" do vestuário, controlando nomes como Salomon, Arc'teryx e, mais recentemente, injetando bilhões para mudar os rumos da Puma.
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Diferente de outras empresas que compram marcas para fundi-las, a Anta Sports joga um jogo de longo prazo. Ela adquire ícones do esporte e mantém sua essência, mas injeta o poder de fogo da manufatura e do mercado chinês.
O movimento mais audacioso foi a compra de 29% da Puma por US$ 1,8 bilhão. O objetivo? Transformar a marca alemã em um produto premium, seguindo a "receita de bolo" que funcionou com a Salomon.
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Se antes a Salomon era restrita ao nicho do esqui, sob o comando da Anta ela invadiu a moda urbana (lifestyle) e as passarelas de Paris, tornando-se um objeto de desejo global.
Dica do editor: Grande empresa de tecidos e artesanato com mais de 80 anos de história está falindo.
A Anta Sports não quer apenas vender tênis; ela quer dominar o conceito de Athleisure, aquela mistura de roupa de academia com estilo para o dia a dia.
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Poder de mercado: A Amer Sports (subsidiária da Anta) viu suas receitas saltarem quase 30% no final de 2025, faturando US$ 1,76 bilhão em apenas um trimestre.
Foco na Performance: Enquanto a Nike enfrenta reestruturações, a Anta usa a Arc'teryx e a Salomon para capturar o público que exige tecnologia de ponta para montanhismo e esportes olímpicos de inverno.
O Resgate da Puma: A meta é ambiciosa: colocar a Puma de volta ao "Top 3" global até 2027, limpando estoques antigos e focando em produtos de alto valor agregado.
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O grande dilema da Anta é manter a "alma" europeia de suas marcas enquanto opera com a escala e a velocidade chinesas.
Por enquanto, a tática de abrir lojas-conceito em endereços luxuosos, como a Champs-Élysées, tem convencido os consumidores de que a qualidade continua sendo a prioridade, independentemente de quem assina o cheque.