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À primeira vista, pode parecer algo saído de um filme pós-apocalíptico ou de ficção científica, mas essa realidade essa é simplesmente a realidade
Trata-se da pequena comunidade de Whittier, no Alasca, um dos cenários mais extremos e fascinantes / Reprodução
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Você já imaginou morar em uma cidade onde quase todos os habitantes vivem no mesmo prédio, e onde praticamente tudo o que você precisa está a poucos passos de distância?
Esse lugar existe. Trata-se da pequena comunidade de Whittier, no Alasca, um dos cenários mais extremos e fascinantes dos Estados Unidos.
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Lá, cerca de 95% da população vive dentro de um único edifício: o Begich Towers, um complexo residencial de 14 andares que abriga aproximadamente 263 moradores.
À primeira vista, pode parecer algo saído de um filme pós-apocalíptico ou de ficção científica. Mas, em Whittier, essa é simplesmente a realidade. O prédio funciona como o verdadeiro coração da cidade, concentrando moradia, serviços e espaços comunitários em um só lugar.
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O edifício tem origem na década de 1950. Em 1957, o Exército dos Estados Unidos construiu o então Hodge Building para abrigar militares e suas famílias durante o período em que a área servia como base estratégica.
Com a desativação da base militar, a estrutura foi adaptada e transformada em um complexo residencial civil, dando origem ao que hoje é conhecido como Begich Towers.
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O Begich Towers não é apenas um edifício de apartamentos, é praticamente uma cidade vertical. Dentro do complexo, os moradores encontram:
Agência dos Correios
Loja de conveniência
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Lavanderia
Igreja batista
Hotel de dois andares
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Sala de conferências
Pátio de recreação coberto para a escola
Além disso, a escola local é conectada ao prédio por um túnel subterrâneo, permitindo que as crianças se desloquem com segurança sem precisar enfrentar o frio intenso do inverno do Alasca, onde as temperaturas podem ser extremamente rigorosas.
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O clima severo, o isolamento geográfico e o pequeno número de habitantes ajudam a explicar esse modelo incomum de organização urbana. Em vez de casas espalhadas, Whittier desenvolveu uma estrutura altamente concentrada, prática e funcional para a realidade local.
O resultado é uma das comunidades mais curiosas do mundo: uma cidade onde vizinhos não moram apenas na mesma rua, mas literalmente no mesmo prédio.
Uma solução incomum que mostra como o ser humano se adapta até mesmo aos ambientes mais desafiadores do planeta.
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