300 milhões de euros são doados por marcas de luxo para reconstrução de Notre Dame

A igreja teve dois terços de seu telhado queimado por um incêndio ocorrido dessa segunda-feira, 15

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16 ABR 2019Por Estadão Conteúdo10h05
O bilionário francês Bernard Arnault, da LVMH, vai doar 200 milhões de eurosFoto: REUTERS/Stephane Mahe

A família do bilionário francês Bernard Arnault, dona da marca de luxo LVMH, vai doar 200 milhões de euros para a reconstrução da catedral de Notre Dame, em Paris. Uma das igrejas mais simbólicas da França teve dois terços de seu telhado queimado por um incêndio ocorrido dessa segunda-feira, 15.

"A família Arnault e o grupo LVMH gostariam de mostrar suas solidariedade diante desta tragédia nacional", diz comunicado do grupo. "Vamos nos juntar aos esforços para reconstruir esta catedral extraordinária, símbolo da França, de sua união e de seu legado."

A doação de Arnault se segue a semelhante doação de François Henri Pinault, líder da companhia de bens de luxo Kering. Ele anunciou uma doação de 100 milhões de euros para a reconstrução da catedral.

A icônica igreja contará com mais ajuda além desta oferecida pelos bilionários. O líder na União Europeia Donald Tusk pediu aos países-membros que ajudem a França a reconstruir a Notre Dame: "Está em jogo muito mais do que ajuda material. O incêndio na Notre Dame novamente nos faz perceber que estamos ligados por algo mais importante e profundo do que ameaças".

O secretário de Estado do Interior Laurent Nuñez afirmou à imprensa que o fogo foi controlado na catedral de Notre Dame por volta das 7h desta terça (2h do horário de Brasília). "A preocupação agora é saber como a estrutura foi afetada pelo incêndio gravíssimo", declarou Nuñez.

Perdas

Por sua vez, o ministro da Cultura Franck Riester disse que dois terços do telhado se perderam. "A princípio, o incêndio não é criminal. O fogo parece ter começado onde estavam os andaimes erguidos para restaurar a flecha que, acabou totalmente destruída".

Riester ainda confirmou que os vitrais da catedral sofreram danos. No entanto, não deu informações sobre o estado dos grandes quadros que enfeitavam o interior da igreja. Devido a seu tamanho, eles não puderam ser retirados. (Com agências internacionais).

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