Sabe aquele hábito brasileiro de lavar o quintal com mangueira ou passar o mesmo pano na casa inteira? No Japão, isso seria impensável.
Lá, a relação com o lar vai muito além da estética. É uma questão de energia e, principalmente, de não levar o “caos da rua” para dentro do seu refúgio.
Se você busca uma casa mais organizada e com aquela sensação de paz, esses três costumes bizarros (para nós) podem mudar sua rotina.
Chinelos exclusivos
Você já entrou em um banheiro e sentiu que, por mais limpo que estivesse, o chão era “contaminado”? Os japoneses resolveram isso com o Toire Surippa.
Basicamente, existem chinelos que só vivem dentro do banheiro. Você deixa os seus na porta, entra com os especiais e, ao sair, destroca. Assim, nenhuma bactéria do banheiro caminha pela sua sala. Higiênico, né?
Os japoneses não entram com os mesmos chinelos no banheiro, por considerarem um ambiente sujo – IA/Diário do LitoralBanho compartilhado?
Calma, não é o que você está pensando. No Japão, a família toda usa a mesma água da banheira (o Ofurô).
O segredo: ninguém entra na banheira para se lavar. Você toma uma chuveirada completa, se esfrega e se enxágua antes. A banheira serve apenas para relaxar os músculos no final do dia. É economia de água e terapia pura.
O lixo é sagrado
Se você acha que separar “lixo seco” de “orgânico” dá trabalho, a regra japonesa te deixaria maluco.
Por lá, as embalagens de iogurte ou latas de conserva são lavadas antes de irem para o descarte. O objetivo é não gerar cheiro ruim e facilitar o trabalho de quem recicla. É um nível de civilidade que faz a gente repensar o nosso “jogar fora”.
Lavar potes de iogurte, comida congelada ou enlatados antes de eles irem para o lixo evita odor e proliferação de insetos – IA/Diário do LitoralE aí, você encararia?
Mudar hábitos antigos não é fácil, mas a ideia de ter chinelos específicos para o banheiro parece uma solução simples demais para a gente ignorar.
Qual desses costumes você acha que mais faz falta aqui no Brasil?
