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Mongaguá

Moradores pedem mais acessibilidade no centro de Mongaguá

População idosa e cadeirantes querem melhorias nas rampas desgastadas que ficam na região central da cidade

Cadeirantes e idosos enfrentam dificuldades de locomoção no centro / Nair Bueno / DL

Moradores idosos e cadeirantes pedem melhorias quanto à acessibilidade das principais ruas e avenidas da região central de Mongaguá. Isso porque as rampas de acessibilidade nas avenidas Dr. Getúlio Vargas, Marina e São Paulo demonstram sinais de desgaste.

É a caso da cuidadora de idosos, Maria Aparecida Domingues, que afirma que a situação fica um pouco difícil principalmente aos cadeirantes que precisam se locomover nas vias da região central.

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"As rampas nas ruas do centro estão em situação precária e precisam oferecer melhores condições às pessoas que tem a mobilidade reduzida". Ela estava acompanhando uma senhora idosa, de 86 anos, na Avenida Getúlio Vargas, e que precisava ir a um banco.

Outro morador que enfrenta dificuldades é o autônomo Fernando Damião Rodrigues, de 30 anos. Ele conta que foi atropelado em São Paulo, passou por uma cirurgia e está se locomovendo com cadeiras de rodas. Rodrigues estava próximo à Feira de Artesanato, no centro, acompanhado de sua mãe e do padrasto.

"Moro no bairro Pedreira e estou indo ao Pronto Socorro Central para fazer curativos, mas as rampas estão bastantes deterioradas e fica difícil andar sozinho com a cadeira. Além dos buracos que temos que enfrentar, como na calçada que dá acesso à ponte sobre o rio Mongaguá, na avenida São Paulo", salienta.

A advogada Márcia das Dores Silva afirma que a questão da acessibilidade é cobrada do poder público há muitos anos, além de denúncias que já foram realizadas para que a prefeitura colocasse as rampas, o que foi feito em 2016.

"Desde essa época pedimos a correção de rampas que foram realizadas em desconformidade com a lei e a constante manutenção, pois muitas delas foram feitas com material de segunda linha. Isso acarreta erosões constantes e dificulta o acesso não somente aos cadeirantes, que às vezes, precisam andar nas ruas, concorrendo com os carros, como aos idosos na área central", ressalta.

Ainda conforme a advogada, a região central é frequentada por quase 10 mil idosos que são moradores da Cidade, gerando, inclusive, quedas e colocando os idosos em risco.

Em nota, a Prefeitura informa que está com um processo licitatório para viabilizar os serviços de reparos nas rampas de acesso e calçadas das vias e praças do Centro, o que inclui as avenidas Getúlio Vargas, Marina e São Paulo.

A Administração diz ainda que está atenta às necessidades de adequações quanto à acessibilidade nas vias municipais, sendo que este processo licitatório contemplará este quesito. Já a prefeitura não informou qual é a previsão de contração da nova empresa para realizar tais serviços.

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