Mongaguá

Mancha na água assusta moradores em Mongaguá, mas a Cetesb descarta esgoto no mar

Os órgãos descartam vazamento de esgoto e explicam que o fenômeno no Balneário Vera Cruz é provocado por águas de manguezal e chuvas recentes

Giovanna Camiotto

Publicado em 04/02/2026 às 23:00

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Os moradores de Mongaguá notaram um odor anormal junto com uma mancha escura no mar / Reprodução/Mongaguá News

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Nesta semana, os moradores de Mongaguá notaram um odor anormal junto com uma mancha escura no mar, na região do canal 2, na praia do Balneário Vera Cruz. Segundo as imagens que circulam nas redes sociais, o fenômeno ocorreu na saída de um canal de drenagem e espalhava pela faixa de areia em direção ao mar. 

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Após os relatos, a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e a Sabesp realizaram monitoramentos no local para avaliar a situação. Entretanto, os órgãos explicaram que trata-se de causas naturais.

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Segundo a Cetesb, a mancha teria surgido do canal de drenagem urbana que recebe águas da região de manguezal. Naturalmente, essa água possui coloração escura e odor característico de matéria orgânica. O órgão ainda cita a chamada "poluição difusa", um arrasto de resíduos das ruas causado pelas chuvas recentes. 

Vistoria

O secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Mongaguá, Alexandre Barril, confirmou que foi realizada na tarde de terça-feira (3) uma vistoria técnica no canal 2 com acompanhamento de engenheiro ambiental. Ele afirmou que não constataram odor no momento da inspeção.

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Barril também explicou que o fenômeno teria origem no rio Aguapeú, no qual o curso d’água é conhecido pela coloração naturalmente escura, sendo frequentemente comparado à tonalidade do refrigerante de cola.

O secretário acrescentou que, em situações nas quais há registro de odores, a equipe técnica realiza testes específicos para identificar se a origem está relacionada ao esgoto regional ou à decomposição de matéria orgânica trazida pelo rio. 

Operação normalizada

Em nota enviada à imprensa, a Sabesp informou que as redes de esgoto sob sua responsabilidade operam normalmente, com todo o volume coletado encaminhado à estação de tratamento. 

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A companhia destacou que o sistema é monitorado 24 horas, e que a ocorrência não teria relação com o sistema de esgotamento sanitário. A empresa também vincula a situação ao sistema de drenagem urbana, cuja manutenção cabe à administração municipal.

Apesar do diagnóstico, a fiscalização ambiental de Mongaguá e a Cetesb mantêm monitoramento da área. A Prefeitura informou que, caso sejam identificadas irregularidades, os responsáveis por descarte irregular serão autuados imediatamente.

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