Câmara de Mongaguá aprova contas de ex-prefeito

Em 9 de maio de 2018, a Polícia Federal foi às ruas e prendeu em flagrante o prefeito Arthur Parada Prócida, por ter em sua casa o valor de R$ 4.613.610 e mais US$ 216.673 em dinheiro vivo

Comentar
Compartilhar
02 DEZ 2020Por Nayara Martins08h30
Em 2018, a Polícia Federal prendeu Arthur Parada Prócida em flagrante por ter em sua casa o valor de mais de R$ 4 milhõesFoto: THIAGO BERNARDES/FRAMEPHOTO

A Câmara de Mongaguá aprovou, na 34ª e última sessão ordinária, realizada na segunda-feira (30), as contas referentes ao período de 2013 a 20016, do ex-prefeito Artur Parada Prócida (PSDB). Dos 13 vereadores da Casa, 11 foram favoráveis e 2 contra, seguindo o parecer do Tribunal de Contas do Estado que se posicionou favorável.

Dos vereadores que votaram a favor estão Antônio Eduardo dos Santos (MDB), Aurivaldo José dos Santos (DEM), Carlos Jacó Rocha (PSDB), Carlos Silva Santos Neto (PSL), Claudio Arena (PRB), Daniel Soares da Silva (DEM), Guilherme D´Avila Prócida (MDB), José Pedro Faccina (Cidadania), Luiz Berbiz de Oliveira (SDD), Rodrigo Cardoso Biagioni (PSDB) e Sérgio Silvestre Rodrigues (Patriota). Votaram contra apenas dois vereadores Luciano Lara Vieira (PODE) e Alex Marcelo dos Santos (PODE).

O vereador Luciano Lara (PODE) esclarece que o seu voto foi contrário devido à situação em que o ex-prefeito foi preso em flagrante com mais de R$ 5 milhões dentro da sua casa, no ano de 2018, e por diversas irregularidades. "Além do galpão em que foram encontradas as fraldas geriátricas já em estado de decomposição, enfim, diante de todas as irregularidades e diversas denúncias feitas ao Ministério Público, não tem como ser favorável", salienta.

A mesma opinião tem o vereador Alex Marcelo dos Santos (PODE) que também votou contra. "Apesar dos pareceres favoráveis do Tribunal de Contas, não tem como aprovar contas de um prefeito que foi flagrado com mais de R$ 5 milhões dentro de um guarda roupa e foi preso em flagrante".

Já o presidente da Câmara, Carlos Jacó Rocha, o Carlos Cafema (PSDB) justificou o seu voto. "Votei a favor porque confio nos pareceres dos técnicos do TCE que foram favoráveis às contas do ex-prefeito Prócida, na gestão de 2013 a 2016".

Também foi votado o parecer do TCE referente as contas do ex-prefeito Paulo Wiazowski, no ano de 2012, mas que foi rejeitado pelo órgão. O TCE também já havia reprovado as contas dos anos de 2010 e 2011 do ex-prefeito Wiazowski. Mas o vereador José Pedro Faccina pediu vistas ao processo e, assim, deverá ir à votação somente no retorno da próxima legislatura em 2021.

HISTÓRICO.

Em 9 de maio de 2018, a Polícia Federal foi às ruas e prendeu em flagrante o prefeito Arthur Parada Prócida, por ter em sua casa o valor de R$ 4.613.610 e mais US$ 216.673 em dinheiro vivo. Ele foi investigado na "Operação Prato Feito", da Polícia Federal, contra supostas fraudes em licitações de merenda escolar e uniformes escolares.

O ex-prefeito também teve o seu mandato cassado pela Câmara, no final de maio de 2018. Na época ele foi acusado de corrupção passiva, fraude à licitação e associação criminosa. E esteve preso na Penitenciária de Tremembé. Mas foi solto quatro meses depois, graças a um habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).