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Mongaguá

62 anos de Mongaguá: “O principal desafio é continuar o trabalho e devolver a autoestima ao morador”

“A ideia é ter uma cidade diferente e que as pessoas tenham mais dignidade e oportunidade”, destaca prefeito

“A ideia é ter uma cidade diferente e que as pessoas tenham mais dignidade e oportunidade”, destaca prefeito / Nair Bueno/ DL

A afirmação é do prefeito de Mongaguá, Márcio Melo Gomes (Republicanos), de 43 anos, mais conhecido como Márcio Cabeça. Ele está na sua primeira gestão como prefeito eleito, com 14.046 votos. Foi eleito vice-prefeito no ano de 2017, mas ele teve que assumir o Executivo em final de outubro de 2018, como prefeito interino. 

Márcio Cabeça também foi vereador entre 2004 e 2005, quando assumiu a presidência da Câmara. Foi reeleito no período de 2008 a 2012, sendo o vereador mais votado. Ele é comerciante e formado em Gestão Pública.  

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Diário do Litoral - Quais os investimentos previstos em obras públicas?

Márcio Gomes – Apesar de enfrentar dificuldades, nesta fase de pandemia, e com queda de arrecadação, Mongaguá conseguiu se superar bastante. Somos a cidade com o menor orçamento da região, mas focamos em obras de drenagem e pavimentação de ruas.
 

Ampliamos a ciclovia nas avenidas Marina, no centro, e Monteiro Lobato, que liga Itanhaém a Mongaguá, do lado morro. No total são cinco quilômetros e um investimento de mais R$ 2, 800 mil.   

Vamos entregar reformas nas praças Frederico Platzeck e a Dudu Samba, ambas na região central, com pistas de cooper, um trecho de ciclovia, iluminação de led e novo piso. Hoje, as famílias podem frequentar as praças á noite. E a estátua de São Pedro na avenida Mário Covas Júnior. 

O Poupatempo deve funcionar, em parceria com o governo do Estado, até fevereiro de 2022, em uma área na região central. 

A avenida Nossa Senhora de Fátima, em Agenor de Campos, está com obras de pavimentação e infraestrutura. 

Foi iniciado o processo de licitação para a recuperação do calçadão da orla da praia, no valor de R$ 28 milhões, com verba do governo federal. Mas devido a um entrave judicial entre as empresas está parado. O prazo vai até fevereiro para usar a verba.

Haverá a repaginação da avenida do Mar, com verba do Dade, vamos trocar o asfalto, ampliar a ciclovia, as pistas de cooper, previstas para 2022. 

Quanto às obras de drenagem de águas pluviais, priorizamos os problemas de enchentes em vários bairros. Realizamos a drenagem em ruas no bairro Primavera e nos bairros Itaóca e Vila Atlântica, com a máquina anfíbia. São investimentos em torno de R$ 7 milhões, realizados em menos de três anos.                 

DL - Na área da Saúde, quais são os avanços?   

MG - Instalamos um local específico para exames de tomografia, mamografia e raios X digital, há muitos anos cobrado pelo população. O serviço funciona na avenida Brasília Teixeira Seckler, no centro. Atende durante 24 horas, casos de urgência, emergência e de ambulatório.   

Criamos o Centro Médico em Agenor de Campos e o Pronto Socorro no bairro Vera Cruz. A ideia é também modernizar a UPA, em Agenor de Campos, em 2022, que prestou atendimento para casos de Covid-19. A cidade tem o menor número de casos e de mortes na região. 

Um dos desafios é instalar o Caps, por meio de verba a ser liberada pelo governo federal, para o atendimento na saúde mental. E implantar uma farmácia em cada Unidade Básica de Saúde. Hoje, existe uma farmácia central. 

Está aberto o concurso público para a contratação de médicos, enfermeiros e outros profissionais da Saúde.    

Inauguramos a nova Unidade de Vigilância em Zoonoses, na avenida São Paulo, com a estrutura ampliada, um investimento bastante esperado pela população. O espaço contará com as baias separadas para gatos e cães, além de ambulatórios e salas de vacina.   

DL – E os investimentos na Educação?

MG - Estamos recuperando escolas que estavam há muitos anos sem investimentos. São quatro escolas em reforma – a EMEF Jacyra de Souza Oliveira, a EMEF Jacoub Koukdjian e a EMEF Flórida Mirim e a EMEF Vereador Joaquim Monteiro.

Iniciamos a construção de uma nova escola, no Jardim Arpoador, e vai ser a maior escola do litoral sul, com 18 salas de aula. Deve funcionar em período integral com aulas de música, judô, ballet, além de um piso superior e quadra de esportes. A previsão é concluir em fevereiro de 2022. E uma nova creche no bairro Santa Eugênia, a ser concluída até janeiro. Além de outra creche, na região central, para atender a demanda de crianças na fila de espera.      

Investimos na área de tecnologia nas unidades escolares, com mesas play table e um novo sistema de tablets aos alunos. Já está em andamento o processo licitatório para entregar os uniformes e os kits escolares, no início do ano.  

Assumimos o governo com sete creches e, em três anos, vamos ter dez unidades. Nosso objetivo é chegarmos, em 2024, com mais sete unidades escolares. A ideia é colocar câmeras de monitoramento em todas as escolas do município em 2022.      

DL - Na Segurança o que está previsto?

MG – Implantamos a Ronda Ostensiva Municipal (Romu), no ano passado, e passamos de uma para sete viaturas da Guarda Civil Municipal. A GCM tem 68 guardas, mas vamos chegar a 120 até 2024. 

O foco da Administração é implantar a nova sede da GCM, mas a prioridade hoje é investir em câmeras de monitoramento. 

Ao assumir havia 26 câmeras e, hoje, temos 38. A ideia é chegar a 200 para atender todos os acessos na Cidade. Alguns pontos principais já receberam as câmeras e recuperamos outras. Mongaguá é cortado pela rodovia e tem 16 entradas, o que dificulta o controle de acesso.

DL – Quanto à geração de emprego, quais as ações?

MG – Assumimos em 2018 em um clima de grande turbulência e desconfiança por parte da população. Mongaguá estava há muitos anos sem ter investimentos de grandes empresas.  
Trouxemos de volta os investidores, com obras importantes, como a reforma na Praça Dudu Samba e de infraestrutura nos bairros Flórida Mirim e na avenida Nossa Senhora de Fátima, em Agenor de Campos.

Grandes franquias se estabeleceram na Cidade, além de dois mercados atacadistas. Isso é resultado de planejamento e voltamos a gerar empregos. A vinda do posto do Sebrae para qualificar a mão-de-obra foi um dos pontos fundamentais. Realizamos o 1º Encontro de Mulheres Empreendedoras. 

DL - No Turismo como incentivar a vinda de turistas?

MG – A Cidade é privilegiada, além da praia, temos a área rural, o Poço das Antas, o Parque Ecológico e as feiras de artesanato, pontos importantes e que precisam ser melhorados.  

A ideia é firmar parcerias com a inciativa privada, para incentivar o turismo na zona rural e em outros locais, como visitas nas aldeias indígenas, nas trilhas ecológicas e passeios de caiaque no rio Mongaguá. Vamos ter a Festa do Peixe e Camarão e atrair turistas fora da temporada. 

O Belvedere é um dos pontos mais lindos da cidade e, hoje, está abandonado. A ideia é, em parceria com o setor privado, construir um restaurante, teleférico ou um elevador panorâmico, em 2022. 

DL - Na Habitação, quais são os planos?

MG – Assinamos um convênio com o governo do Estado este mês e a Cidade vai ganhar 136 unidades habitacionais de moradia popular, no Jardim Praia Grande. Além do programa “Cidade Legal” que prevê a regularização fundiária e já beneficiou mais de 1000 moradores. 

Na semana de aniversário, 70 famílias receberam a escritura definitiva, nos bairros Jardim Primavera, Mazzeo, Vila Operária e Jardim São Francisco. É uma emoção aos moradores que estão há cerca de 60 anos nos bairros. Mais 500 famílias devem ser beneficiadas.

DL - Qual é o principal desafio até o final da gestão?

MG – O principal desafio é continuar o trabalho com união e devolver a autoestima ao morador de Mongaguá. A ideia é ter uma cidade diferente e que as pessoas tenham mais dignidade e oportunidade. É fundamental a união de todos e pensarmos em Mongaguá. E conscientizar para que cada um faça a sua parte.     

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