ITANHAÉM

Tubarão apontado como o mais rápido do mundo encalha em Itanhaém

Em nota, o Instituto confirmou que foi acionado na quinta-feira (22) para ajudar no socorro ao animal, que não costuma se aproximar das costas, na praia do Satélite

PIETRA CARVALHO - FOLHAPRESS

Publicado em 27/09/2022 às 19:24

Atualizado em 27/09/2022 às 19:25

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Tubarão-anequim chega a 80 km/h e costuma ficar em alto mar / Imagem: Reprodução/Facebook

Um tubarão-anequim, considerado o mais rápido do mundo, encalhou em uma praia de Itanhaém, no litoral de São Paulo. O peixe cartilaginoso, que alcança velocidades de até 80 km/h, foi encontrado ainda vivo por banhistas, que o devolveram à água antes mesmo da chegada de agentes do Instituto Biopesca, que trabalha na preservação de espécies marítimas na região.

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Em nota, o Instituto confirmou que foi acionado na quinta-feira (22) para ajudar no socorro ao animal, que não costuma se aproximar das costas, na praia do Satélite.

Após ele ser devolvido para a água, não houve mais registros do tubarão na faixa próxima à areia.
Apesar de o espécime encontrado ser pequeno e não ter sido possível estimar sua idade por ele ter sido devolvido rapidamente ao mar, estes tubarões podem passar de 4 m de comprimento e se aproximar de 600 kg.

"Ao chegar ao local, a equipe da instituição constatou que o animal não estava mais na praia. De acordo com o relato de um guarda-vidas presente, o animal foi devolvido à água e, até aquele momento, não havia retornado", completou o comunicado.

Otto Gadig, professor de zoologia na Unesp (Universidade Estadual Paulista) de São Vicente, confirmou que o tubarão-anequim é realmente a espécie mais rápida já catalogada pela ciência, explicando que ele tem adaptações fisiológicas que mantém seu corpo mais quente que a água em que ele nada, o que possibilita a chamada "explosão muscular" que o ajuda a ganhar velocidade e dar grandes saltos fora d'água.

"A espécie ocorre no mundo inteiro. No Brasil ao longo de todo o litoral, normalmente em alto mar, onde é capturado por barcos industriais de pesca de peixes oceânicos. É uma espécie ameaçada de acordo com os órgãos nacionais e internacionais que avaliam a sua abundância", completou Gadig.

 

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