A afirmação é do prefeito de Itanhaém Tiago Cervantes (Republicanos), de 48 anos, que fala sobre os investimentos na ordem de R$ 82 milhões a serem feitos nas áreas de zeladoria, drenagem e infraestrutura nos bairros.
Destaca ainda as entregas de obras na Educação e na Saúde este mês. E a revitalização do Centro Histórico que deve começar este ano.
Entrevista
Diário do Litoral – Quais as obras a serem entregues neste mês de aniversário?
Tiago Cervantes – Temos entregas e notícias importantes para a cidade. Vamos entregar um pacote de investimentos de R$ 82 milhões em serviços. Neste mês haverá a entrega de duas obras, uma delas é o Centro Municipal de Endocrinologia e Diabetes, que vai atender mais de mil pessoas com diabetes.
E ainda uma escola municipal de Educação Infantil, no bairro Chácara das Tâmaras, com capacidade para atender até 150 alunos e vai ampliar com o espaço de creche.
DL – Como estão os investimentos em zeladoria e infraestrutura nos bairros?
TC – A zeladoria é um ponto que será atendido e vamos entregar os serviços à população. Serão investimentos de mais de R$ 80 milhões em drenagem, zeladoria e na área de infraestrutura a partir deste mês.
Vamos adquirir maquinários, caminhões e máquinas de limpeza nas ruas. E ainda contratar uma empresa terceirizada para os serviços.
As equipes estarão fazendo podas de árvores e roçadas, limpezas de guias e sarjetas. A ideia é agilizar os serviços nos bairros. E vão começar na região do bairro Gaivota e ter um cronograma para atender toda a cidade até o bairro Vila Loty.
Outra ação são obras de drenagem e já assinamos um convênio com o Governo do Estado para fazer uma ponte na avenida Europa, com a intenção de diminuir as enchentes.
E um trabalho junto com o Governo do Estado é o Rios Vivos, para o desassoreamento do Rio Campininha. Vai sair do rio Itanhaém e chegar nos bairros do Ivoty e Cidade Anchieta, no sentido Oásis.
O objetivo é conseguir uma vazão das águas maior. Vamos fazer ainda uma ponte no Anchieta.
Além de investimentos em pavimentação. Serão serviços nos bairros Jardim Coronel, Cibratel II, Gaivota, Umuarama e em vários pontos da cidade.
DL – A prefeitura apresentou projetos ao Fehidro para a coleta seletiva de lixo?
TC – São projetos que vão receber investimentos do Fehidro no valor de R$ 2 milhões e 100 mil na área de meio ambiente e na coleta seletiva.
Já adquirimos três novos caminhões que vão fazer a coleta seletiva e a reforma do galpão da cooperativa, no Jardim Oásis.
A ideia é colaborar para a remuneração dos cooperados até que a cooperativa esteja mais organizada. E vai haver um calendário para os caminhões de coleta seletiva passar nos bairros.
Já está sendo desenvolvido o trabalho entre as secretarias de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Econômico. A previsão é de começar ainda neste primeiro semestre.
Também está sendo organizado o desassoreamento dos rios da cidade, uma obra importante.
DL – E o projeto de construção da nova UPA? Há previsão de iniciar as obras?
TC – Temos um compromisso com a população e já havia uma PPP estruturada para a construção da UPA, mas por conta do cenário político e econômico ainda não aconteceu.
Outro caminho é o financiamento direto com recursos próprios do município. Já existe o projeto e duas áreas para a construção da UPA – no centro e na região da Cesp.
A previsão é até junho deste ano definir os investimentos e o local da construção da nova UPA.
DL – Quando serão entregues as novas unidades de saúde no Belas Artes e no Jardim Oásis?
TC – Estamos construindo duas novas unidades de saúde. Os investimentos são cerca de R$ 8 milhões para as obras. A previsão é concluir até junho deste ano.
As duas unidades no Belas Artes e no Oásis vão atender às necessidades da população.
Nesses dois mandatos de governo, vamos entregar todas as 11 unidades reformadas e mais três novas – do Guapurá, Belas Artes e do Oásis.
Já reformamos as do Suarão, Centro e a do Jardim Coronel. As próximas a receberem reforma serão as do Gaivota, Loty e Savoy.
DL – O prédio da EM Pedrina Pompeu Bastos está interditado devido ao incêndio, no Jardim Coronel, qual a previsão de concluir a nova escola?
TC – Assinamos um convênio com o governo federal para a construção da escola. Havia uma ideia para construir a escola com módulos, junto ao Governo do Estado, mas não prosperou.
Já temos uma ordem de serviço para a construção de uma nova unidade com nove salas, do mesmo porte da escola anterior.
A previsão é de concluir em 18 meses.
Há outros investimentos na Educação. As reformas nas escolas municipais Silvia Marasca, no centro, Inês Martins (Jequetibá), e faremos a ampliação e cobertura da quadra da Walter Arduini (Gaivota). Além de melhorias nas escolas Maria Cristina, Carlos Augusto (Corumbá), e outras.
Adquirimos aparelhos de climatização e serão instalados em todas as escolas da rede municipal. E ainda a compra de novos mobiliários e a capacitação dos profissionais para aprimorar o trabalho com os alunos. E a nova frota de ônibus escolares e as vans adaptadas.
Temos obtidos resultados positivos, como no último Índice de Criança Alfabetizada, do governo federal, com alunos do 2º ano do Ensino Fundamental, no ano passado. Ficamos em 1º lugar na Baixada Santista.
DL – A revitalização do Centro Histórico tem previsão de iniciar?
TC – Os recursos do Dadetur ainda não foram repassados aos municípios desde o ano passado. Vamos fazer um financiamento com juros baixos para a obra.
A revitalização do centro histórico terá investimentos de R$ 13,5 milhões, por meio de um convênio com o Desenvolve São Paulo, que será assinado em maio.
O centro histórico necessita de obras de revitalização em toda a área da Praça Narciso de Andrade e nas proximidades. A previsão é de começar este ano.
DL – O prédio da antiga estação ferroviária foi concedida à prefeitura? Como vai ser ocupado?
TC – A ferrovia continua sob a responsabilidade da Rumo, uma concessionária da União. Mas a empresa nos cedeu a utilização do prédio da estação ferroviária, no centro.
Estamos fazendo avaliações para que possa ter uma utilidade e deve ser agregada ao centro histórico.
O prédio já foi pintado e reformado. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa fará a gestão do espaço e deve transformá-lo em um ambiente acolhedor à população e aos turistas.
A Secretaria está avaliando as propostas do setor cultural para definir como será ocupado o local. E vai envolver um conjunto de atividades culturais no centro histórico e na estação.
DL – Quais os principais desafios para este ano?
TC – Temos investimentos importantes em serviços de drenagem, na segurança pública e na saúde. A questão mais cobrada pela população é a zeladoria nos bairros.
Itanhaém é uma das que mais cresce na Baixada Santista. Tivemos que fazer intervenções financeiras e fiscais, em um primeiro momento amargo, mas vamos entregar serviços à população.
A construção civil continua em crescimento e os investidores estão procurando o município. Isso gera emprego, renda e oportunidades.
A ideia é atender as principais necessidades da população para que ela possa acreditar no governo e na cidade de Itanhaém.
