X
Itanhaém

Psicóloga e psicanalista atendem ao público na Boca da Barra, em Itanhaém

Profissionais prestam atendimento psicológico, de forma gratuita, aos domingos, às pessoas que precisam de ajuda na orla

O atendimento começou no início de setembro, por ser o mês de setembro amarelo, que realiza a campanha de prevenção ao suicídio / NAYARA MARTINS / DIÁRIO DO LITORAL

“Psicologia e psicanálise grátis. Aqui na praia. Falar é o melhor remédio”. Esse é o banner que oferece um atendimento psicológico, de forma gratuita, às pessoas que precisam de orientação sobre os seus problemas pessoais ou desabafar. 

A ideia é da psicóloga Rita de Cássia da Silva, de 54 anos, há 25 anos na área social e do psicanalista Paulo César Corrêa (74), há dois anos na psicanálise. Eles prestam um atendimento voluntário, aos domingos, das 10 às 13 horas, na orla da Boca da Barra, no centro de Itanhaém. 

O atendimento começou no início de setembro, por ser o mês de setembro amarelo, que realiza a campanha de prevenção ao suicídio.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Segundo Corrêa, o projeto surgiu quando um grupo de psicanalistas publicou um vídeo, no município de Joinvile, em Santa Catarina, atendendo a população com o projeto “Psicanálise na praça”, de forma gratuita. 

Corrêa, que também é pesquisador, pensou que o projeto poderia ser desenvolvido na orla da praia, em Itanhaém, por ser um dos pontos mais procurados por turistas e moradores. 
“Tem sido uma experiência maravilhosa, pois temos conseguido atender pessoas de várias personalidades e saímos com a sensação de dever cumprido”, destaca.

“Nossa ideia, à princípio, é a prevenção ao suicídio, mas também ofertar o trabalho às pessoas que não têm condições de pagar. Além de tirar o estigma de que a procura por um psicólogo ou psicanalista é para loucos”, observa Rita.   

Na orla, segundo eles, a maioria do público é composta por jovens, na faixa etária entre 20 a 40 anos, e que estão com baixa autoestima ou em estado de depressão e ansiedade.

“Acredito que, nesse período de pandemia, a situação se agravou, pois as pessoas estão desempregadas, não conseguem se reunir com os amigos e entram em depressão”, frisa Rita.

Carlos diz que muitas pessoas não percebem que estão precisando de ajuda. Na maioria das vezes, elas não veem uma perspectiva de futuro e isso acaba levando ao suicídio. 

“Nós não indicamos nenhum caminho a ninguém, pois não achamos correto, mas tentamos mostrar que existe um outro lado a ser procurado”, diz Carlos. Conforme o caso, eles encaminham ao serviço de Saúde do município. 

SUICÍDIO.
Rita de Cássia conta um exemplo de uma adolescente, de 16 anos, que tentou o suicídio ao se cortar pelo corpo. Ela foi encaminhada à UPA de Itanhaém e acabou recebendo 55 pontos. 

“Podemos observar que, às vezes, a maior parte das pessoas não quer acabar com a vida, mas quer acabar com a dor. Hoje, essa jovem está no abrigo, voltou a estudar e tem uma melhor perspectiva de vida”. 

A psicóloga explica “nosso papel é o de orientar sobre qual é a maneira que as pessoas podem trabalhar para reduzir o sofrimento, já que a vida é muita maior. Além de aprender a lidar com as dores que este mundo traz”.

ONGs.
O casal atende aos jovens e crianças em outros locais. Um deles é um abrigo que presta assistência a crianças em situação de vulnerabilidade e direitos violados, por meio da ONG Associação Nortistas e Nordestinos de Itanhaém (ANNI). 

Também trabalham em uma clínica voltada aos dependentes químicos, coordenada pela ONG Vida Livre, onde são tratadas pessoas com dependências químicas, como drogas e álcool. 
Nos dois locais, o trabalho é coordenado pelas ONGs e conta com o subsídio da prefeitura de Itanhaém. “Percebemos o quanto esse tipo de atendimento é necessário e como a cidade está carente em atender à essa demanda”. 

Na opinião de Rita, a população que mora em bairros carentes são os que mais necessitam de ajuda. 

“Elas desconhecem os seus direitos e a forma de busca-los. Além de cuidar do emocional dessas pessoas, a gente também orienta sobre quais são os seus direitos como cidadão”, completa.

Rita de Cássia e Paulo divulgam o trabalho por meio das ONGs e das redes sociais, no Instagram @paulo.correa.9693001. Atendem ainda na clínica particular, localizada na avenida Rui Barbosa, número 1735, no Satélite, em Itanhaém.

Deixe a sua opinião

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Praia Grande abre concursos públicos em duas áreas; salários chegam a R$ 7 mil

No total, são 77 vagas em diferentes cargos

TRÂNSITO

Obra: Prefeitura de São Vicente interdita ruas para solucionar problema de drenagem

Parte das ruas Martim Afonso e José Bonifácio está interditada por conta das intervenções

©2021 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software