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Acidente

Mulher perde emprego e lesiona a coluna após sofrer acidente dentro de ônibus no Litoral

O acidente aconteceu em 4 de janeiro deste ano, um dia após ela conseguir o emprego fixo

Mulher perde emprego e lesiona a coluna após sofrer acidente dentro de ônibus no Litoral / Nair Bueno/DL

Uma auxiliar de enfermagem de 42 anos perdeu um contrato de emprego após sofrer um acidente dentro de um ônibus municipal de Itanhaém. O acidente ocorreu um dia após a notícia de que seria contratada para cuidar de gêmeos. Desde então, ela segue acamada e com dores, sem conseguir atendimento médico. 

O acidente aconteceu em 4 de janeiro deste ano, um dia após ela conseguir o emprego fixo. Quando o ônibus estava saindo para a pista, ele pegou a marginal e passou direto em uma lombada, nesse momento os passageiros caíram dos assentos. Como Rejiane estava no último banco, bateu a cabeça no teto, e quando desceu, lesionou a coluna. 

Ela foi a única passageira que teve ferimentos graves, ao ponto de ficar sangrando dentro do veículo. Além dela, uma moça também foi socorrida de ambulância com fratura interna.

Ela foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde levou 17 pontos na cabeça e recebeu medicação para alívio da dor.
Após o efeito da medicação passar, a mulher ainda sentia forte dores. Vendo o estado da esposa, o marido de Rejiane foi até o médico, que disse que iria interná-la. Ele ainda recomendou que ela fizesse jejum durante 14 horas para a realização de uma tomografia, mas, no dia seguinte, foi surpreendida com a alta, e o exame não foi realizado.

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Sem conseguir se movimentar direito e ainda com muita dor, ela entrou em contato com a empresa Fênix, responsável pelo transporte municipal, e eles orientaram que ela entrasse em contato com um médico. Foi então, que achou uma clínica em Peruíbe para realizar o exame de tomografia. 

Após a realização da tomografia, o médico recomendou que ela permanecesse em repouso por causa de uma lesão próxima à medula, que era para permanecer deitada, para não lesionar mais. Segundo o médico, caso Rejiane melhorasse, iria ter que fazer fisioterapia, senão, seria cirurgia. Os remédios já não estavam mais fazendo efeito.

Com muita dor, Rejiane recebeu apoio de amigos, que ajudaram a pagar um médico em Mongaguá. O profissional solicitou três ressonâncias, pois o caso é cirúrgico. O único apoio prestado pela empresa, até o momento, segundo a auxiliar de enfermagem, foi o valor de R$ 2,3 mil que ela utilizou para pagamento de consulta, medicação, tomografia e transporte para Peruíbe.  

Prejuízo
No momento do acidente, Rejiane estava indo ao Centro da cidade para comprar alguns itens que usaria no trabalho, como camisetas e produtos de higiene, para deixar tudo pronto para quando os gêmeos nascessem e ela fosse chamada para iniciar. Ela fez um ‘’contrato verbal’’ com o empregador. 

Posicionamento

A Secretaria de Saúde de Itanhaém afirmou que tem realizado os procedimentos necessários para o atendimento da paciente, e que, em decorrência da situação clínica, foi realizado contato com a Equipe Multidisciplinar de Atenção Domiciliar (Emad), serviço que acompanha pacientes em domicílio.

De acordo com a prefeitura, a paciente recebeu, na quarta-feira (9), uma assistente social do Emad, que conversou com a paciente, e foi agendada à próxima semana uma visita de toda a equipe, composta por médico, fisioterapeuta, nutricionista e enfermeiro, para que possa ser oferecido um maior suporte ao paciente.

A administração disse, ainda, que realiza as tratativas para agendamento do exame com a devida urgência junto à rede do Sistema Único de Saúde (SUS) da região, e reiterou que o caso está sendo acompanhado com a devida atenção, inclusive com oferta de equipamentos hospitalares para uso da paciente.
 

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