Instituto Gremar e Prefeitura de Itanhaém inauguram novo ecoponto no dia 26

Iniciativa visa conscientizar pescadores e visitantes quanto ao descarte inadequado dos materiais

Comentar
Compartilhar
23 JUN 2021Por Da Reportagem10h20
O Instituto Gremar e a Prefeitura Municipal de Itanhaém, com apoio da Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente, inauguram no próximo dia 26 de junho, sábado, às 10h, um Ecoponto para entrega voluntária de petrechos de pescaO Instituto Gremar e a Prefeitura Municipal de Itanhaém, com apoio da Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente, inauguram no próximo dia 26 de junho, sábado, às 10h, um Ecoponto para entrega voluntária de petrechos de pescaFoto: Divulgação

O Instituto Gremar e a Prefeitura Municipal de Itanhaém, com apoio da Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente, inauguram no próximo dia 26 de junho, sábado, às 10h, um Ecoponto para entrega voluntária de petrechos de pesca. O local escolhido é a Alameda Emídio de Souza, na Praia do Sonho.

Com isso, Itanhaém torna-se a terceira cidade da Baixada Santista a contar com este tipo de iniciativa ambiental, ao lado de Mongaguá e Santos, avançando em uma importante questão de conservação da vida marinha e seus ecossistemas.

Os petrechos de pesca (redes, linhas, anzóis e armações) quando perdidos, abandonados ou descartados no mar, são hoje uma das maiores ameaças à vida marinha.

Estudos indicam que 640 mil toneladas de petrechos são perdidas no mar, entre peças de origem industrial, artesanal ou amadora. Por meio de interação ou ingeridos, eles podem ferir, mutilar e até levar a óbito centenas de milhares de animais de diferentes grupos como mamíferos, aves e répteis.

A proposta da instalação do Ecoponto visa impactar diretamente este cenário, buscando a conscientização por meio da interação direta com pescadores amadores, profissionais e turistas que visitam o local.

Para tanto, serão instalados coletores com sistema de segurança e placas sinalizadoras de identificação, autoexplicativas. Cada uma trará informações para identificação da fauna local, os efeitos negativos causados pelo descarte incorreto dos petrechos; as medidas mitigadoras cabíveis em caso de captura acidental; e informações educativas sobre o descarte correto dos petrechos de pesca já utilizados.

Os petrechos recolhidos no Ecoponto seguirão semanalmente para o Gremar, onde passarão por triagem e serão armazenados em local adequado.  Em seguida, a ação envolverá cooperativas de catadores de lixo locais, para que esses itens sejam reciclados e transformados em novos produtos e materiais.

“O aumento da interação dos animais marinhos com petrechos de pesca é observado diariamente em nosso trabalho. Entendemos que a cidade de Itanhaém é um ponto estratégico para dar continuidade a esta ação na Baixada Santista, sempre com a perspectiva de ampliá-la para cada vez mais municípios”, comenta Rosane Farah, bióloga e responsável técnica do Instituto Gremar.

INSTITUTO.
Com uma expressiva atuação que já resultou em mais de 11 mil resgates e 1,2 mil reabilitações de animais marinhos e silvestres, o Instituto Gremar – Pesquisa, Educação e Gestão de Fauna é uma organização não governamental pioneira, fundada em 2004, no Guarujá (SP).

Atualmente conta com mais de 40 profissionais e voluntários em sua equipe multidisciplinar, responsável pelo monitoramento ambiental em plantão 24h, durante os 365 dias do ano. A partir deste trabalho, realiza todas as etapas de resgate, reabilitação e soltura dos animais encontrados vivos, bem como as necropsias dos animais mortos. Em paralelo, desenvolve cursos de capacitação profissional, atividades de educação ambiental e de gestão de fauna.

Desde agosto de 2015, também é uma das organizações que integra o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos - PMP/BS, desenvolvido para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

O projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.