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Grupo de transporte alternativo reivindica direito de trabalhar em Itanhaém

O grupo já apresentou proposta à prefeitura para a regularização do serviço, mas até o momento não recebeu resposta.

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06 MAI 2019Por Da Reportagem05h01
O grupo Associação Viva Van, composto por 19 proprietários de vans, está trabalhando no município há três meses, porém de forma irregular.Foto: Nayara Martins

*Por Nayara Martins

Integrantes de serviço de transporte alternativo protestaram na última segunda-feira (29), no centro de Itanhaém, para reivindicar o direito de trabalhar com vans na Cidade. "Estamos aqui em uma manifestação pacífica para passar o recado ao nosso passageiro", esclareceu Thiago de Souza Matos, da Associação Viva Van. O grupo já apresentou proposta à prefeitura de Itanhaém para a regularização do serviço, mas, até o momento, não recebeu resposta.

"Transporte público está precário na cidade". "Direito de trabalho e nada mais". "Não sou vagabundo e tenho família". Essas foram algumas frases escritas nas janelas das vans estacionadas na avenida Condessa de Vimieiros, no Centro, durante a manifestação.

O grupo Associação Viva Van, composto por 19 proprietários de vans, está trabalhando no município há três meses, porém de forma irregular. No momento, segundo Matos, já foram apreendidas duas vans pelos agentes municipais de trânsito.

Matos explicou que o grupo já procurou o Gabinete do prefeito e a secretaria de Trânsito e Segurança Municipal, nos dias 21 e 25 de março, e protocolou uma proposta para regularizar o serviço de transporte alternativo no município. Também já foi apresentado um abaixo-assinado com 13.740 assinaturas à Câmara Municipal, dia 25 de março, com o mesmo pedido.

"Estamos tentando trabalhar amparados na lei federal 13.640 de 2018, que trata sobre a política nacional de mobilidade urbana. Desenvolvemos o aplicativo Viva Van pelo celular, a pedido da prefeitura, para facilitar o serviço. Já estamos nessa luta há três meses. O Poder Público promete analisar a proposta, mas até agora nada", desabafou.

Conforme Matos, os motoristas estão sendo parados por viaturas da Polícia Civil que chamam os agentes de trânsito da prefeitura para apreender os carros. Além disso, os motoristas têm que assinar o Termo Circunstanciado (TC). Eles entraram ainda com uma liminar na Justiça para poder atuar com as vans. "Não estamos cometendo nenhum crime, só queremos trabalhar", ressaltou Matos.

O grupo presta serviço no perímetro urbano do município. O valor do preço da passagem é de R$ 3,00, o mesmo valor cobrado nos ônibus. Acima de 65 anos não paga passagem.

USUÁRIOS RECLAMAM

Diversos usuários, que dependem do transporte coletivo oferecido pela empresa Litoral Sul reclamaram do serviço prestado pela empresa.

Um exemplo é a autônoma Débora Boletini, moradora no bairro Cibratel II. Ela contou que muitas vezes fica cerca de duas horas esperando no ponto de ônibus. "Na minha opinião temos que ter um transporte alternativo, a gente fica na pista muito tempo esperando um ônibus, corremos risco e ainda os motoristas são mal educados", frisou.

Outra reclamação é da vendedora Simone Nogueira, moradora no Jardim Grandesp. "O transporte no município é muito precário, os motoristas não respeitam os idosos". Segundo ela, o serviço das vans é uma alternativa.

OUTRO LADO

O encarregado da empresa Litoral Sul, responsável pelo transporte coletivo na cidade, Marlon Leonardo de Queiroz, afirmou que a empresa procura prestar o melhor serviço aos usuários do transporte coletivo em Itanhaém. Disse ainda que a empresa possui mais de 30 veículos e monitora todos os carros com GPS para acompanhar os horários.

Quanto aos atrasos nos horários da linha Gaivota via Cibratel sentido Jardim Oásis e vice versa, ele disse que essa linha possui seis carros e a circulação é de 20 em 20 minutos, em média, de segunda a sexta-feira. Nessa linha, a partir das 20h30, são apenas três ônibus e que circulam até a meia noite. Já na linha Gaivota via pista sentido Centro e vice-versa são apenas dois carros fixos e mais dois extras para atender os horários de pico - das 6h30 às 9h30 e das 11 às 13h.

Já em relação à manutenção dos ônibus, o encarregado garantiu ser realizada a manutenção preventiva nos carros duas vezes ao dia - durante o dia e à noite, para verificar pneus furados e outros problemas mecânicos. "Nosso maior problema com o desgaste nos ônibus ocorre devido ao leito carroçável, já que em alguns bairros existem vários buracos e, em outros, não há calçamento nas ruas", concluiu.

Queiroz explicou ainda que 60% dos passageiros, hoje, na cidade, são de idosos que têm a gratuidade da passagem garantida por lei. A empresa orienta os motoristas o respeito aos idosos. Os usuários também podem reclamar pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) no número 08007771226.

A prefeitura informou por meio de nota que, em 2017, foi realizada a licitação para a prestação de serviço público de transporte urbano de passageiros para a concessão do serviço por 15 anos. A vencedora foi a Litoral Sul Transportes. Já a Associação Viva Van não participou da licitação na época. Já o setor responsável pela fiscalsporte público é a Secretaria de Trânsito e Segurança Municipal.

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