Telas sobre a cultura caiçara, além de instrumentos e peças de artesanato de palha estão no Museu Conceição, em Itanhaém / Nayara Martins/DL
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Mostrar a importância do patrimônio material e imaterial. Essa é a proposta da exposição “Cultura Caiçara, patrimônio e identidade”, que está no Museu Conceição de Itanhaém, com 15 telas e alguns objetos sobre a cultura caiçara.
A diretora do museu e gabinete de leitura Fátima Cristina Pires explica que o mês de agosto foi escolhido por reunir diversas datas importantes, como o Dia Nacional do Patrimônio Cultural no dia 17, o Dia do Historiador (19) e o Dia do Folclore (23).
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“Nossa ideia é unir e falar sobre a importância da cultura caiçara que ainda é um elemento vivo desde a cidade de Paraty, no sul do Rio de Janeiro, até os 16 municípios no litoral norte e sul de São Paulo”, explica.
Na exposição podem ser conhecidos peças do patrimônio material e imaterial.
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Ao entrar na primeira sala, no pavimento superior, estão os instrumentos como violas, violão rabecas e cavaquinhos e os moldes, feitos pelo luthier Clayton do Prado, que é um profissional especializado na construção e no reparo de instrumentos de corda, de Peruíbe.
“Esses instrumentos são usados, geralmente, nas festas da cultura caiçara, como no fandango – tombado como patrimônio imaterial, na Festa do Divino e outras”, salienta.
Tem ainda livros da coleção “Enciclopédia Caiçara”, do autor Antônio Carlos Diegues, antropólogo e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP). São cinco volumes – O olhar do pesquisador, Falares caiçaras, O olhar do estrangeiro, História e memória caiçara e Festas, lendas e mitos.
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A exposição mostra também a imagem de São Gonçalo, o padroeiro dos violeiros.
E o artesanato de palha, uma herança indígena que faz parte da cultura caiçara, com algumas peças. São três peneiras diferentes, o covo (uma armadilha pra pegar o peixe), o tipiti (uma prensa de palha usada para espremer a mandioca) e o cesto caiçara, todos de autoria do violeiro Ciro Xavier Martins.
Além de 15 telas feitas em óleo sobre tela, do artista plástico Luís Carlos Farias, de Peruíbe. E mostram o cotidiano caiçara, como pescadores puxando o arrastão; pescadores puxando as redes e as tarrafas e a pesca na Ilha das Cabras, em Itanhaém. E ainda um pescador observando, em cima do morro, para avisar que havia um cardume de peixes chegando, entre outras.
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Fotos
Outra exposição, no Gabinete de Leitura, é sobre o tema “Um olhar para o patrimônio cultural e natural de Itanhaém”. São 18 fotografias que falam das belezas naturais e históricas da Cidade.
Com as fotos do Convento Nossa Senhora da Conceição, os rios, os barcos de pesca, os manguezais, as praias e alguns personagens de Itanhaém.
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A autora Sandra Pentristo lembra que Itanhaém é uma das mais antigas cidades do Brasil, que ainda guarda em seus limites lugares de relevância histórica e arquitetônica. E que são locais que foram e ainda são testemunhas de expressões culturais e religiosas, preservadas por pessoas empenhadas em resguardar as tradições.
“Vivemos um momento crítico de emergência climática e destruição do meio ambiente, e por mais relevantes que sejam os patrimônios históricos e culturais, falar sobre patrimônio natural é uma discussão fundamental em 2023”, frisa.
Ela fala ainda da Mata Atlântica, reconhecida como patrimônio natural e que é um dos seis biomas brasileiros formado por variados ecossistemas florestais. É nesse bioma que Itanhaém está inserido com restingas, manguezais e as ilhas fluviais e oceânicas.
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As duas exposições vão até a primeira semana de dezembro, no Museu Conceição de Itanhaém e no Gabinete de Leitura, localizados no centro histórico de Itanhaém.