Vlademir sai todos os dias, às 5 horas da manhã, para vender os pães da Bagueteria Milla, nos bairros de Itanhaém / NAIR BUENO/DIÁRIO DO LITORAL
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Ao som da buzina, com um baú cheio de pães e de porta em porta. Essa é a rotina do "padeiro" Vlademir Mário, de 60 anos, que passa nas casas, de moto, para vender os pães frescos todos os dias, há cerca de 15 anos, em Itanhaém. Já bastante conhecido, os clientes ficam esperando o som da buzina para sair no portão e comprar.
Pães francês, pães doces, de cará e broas de milho. Esses são os pães oferecidos pelo "padeiro", como é mais conhecido. Ele compra da Bagueteria Milla, na Praia dos Sonhos, e revende aos clientes nos bairros Centro, Vila São Paulo e Jardim Fazendinha.
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A ideia de começar a vender pães em Itanhaém começou em 2005. O ex-lojista Vlademir tinha um estabelecimento de venda e consertos de pneus em São Paulo, mas o negócio não estava indo bem e ele decidiu vender a sua parte ao sócio. E resolveu recomeçar a vida em Itanhaém.
A Bagueteria Milla começou a funcionar em 2005, na Praia dos Sonhos, e fez a contratação de mais de 30 vendedores que levavam os pães de bicicleta. "Decidi falar com o dono da padaria. Cada um tinha o seu trajeto nos bairros e nenhum dos vendedores podia invadir o roteiro do outro para vender os pães", conta.
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"No início comecei a vender no Jardim Oásis, mas como era um bairro de periferia e havia muitas crianças pedindo pães de graça quase não vendia. Resolvi parar, mas o dono da padaria me ofereceu um novo trajeto - Centro, Vila São Paulo e Jardim Fazendinha, onde estou até hoje".
Ele já compra um número certo de pães na padaria, pois os que sobram não podem ser devolvidos. Antes da pandemia, Vlademir vendia cerca de 600 pães ao dia. Porém, o movimento caiu cerca de 80%, já que aos quiosques, hotéis e colônias de férias fecharam nesse período.
ROTINA.
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"Começo às 5 horas de manhã para pegar os pães na Bagueteria e entregar para a Colônia de Férias dos Professores, na Praia dos Sonhos". Faz ainda entregas, pela manhã, no Jardim Coronel, para pequenos mercados e mercearias, mas isso é apenas uma prestação de serviço, de forma temporária, à padaria.
"A partir de 15 horas, começo a fazer as entregas de pães por conta própria aos clientes nos bairros, com a minha moto e só paro às 16h30 da tarde", explica. Hoje, ele vende cerca de 120 pães ao dia. Cada pão sai a R$ 0,60.
O "padeiro" Vlademir trabalha todos os dias. De terça a sábado ele atende os clientes nos bairros e nos comércios. Já às segundas, domingos e feriados ele faz a entrega, somente pela manhã, nas colônias de férias e nos mini mercados.
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PÚBLICO FIEL.
Com uma freguesia bastante fiel, os clientes mais antigos preferem comprar os pães, todos os dias, na porta de casa, já que o produto é bem fresquinho e de qualidade.
Em dias de chuva forte, ele acaba fazendo as entregas de carro para não deixar os fregueses sem pão. Se a chuva for fraca, ele veste a capa e vai de moto.
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"Apesar de ganhar pouco, gosto de trabalhar com a venda de pães, pois já conheci toda a cidade, além de fazer diversos amigos", conclui.
Para o ano de 2021, uma das metas de Vlademir é dar entrada no pedido de sua aposentadoria, pois já contribuiu por 37 anos à Previdência Social.
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