Caminhada em comemoração ao Dia de Anchieta será nesta sexta-feira (10)

Dia de São José de Anchieta será comemorado com evento festivo no Centro Histórico

Comentar
Compartilhar
10 JUN 2016Por Da Reportagem13h00
Caminhada em comemoração ao Dia de Anchieta será nesta sexta-feira (10)Caminhada em comemoração ao Dia de Anchieta será nesta sexta-feira (10)

Nesta sexta-feira (10), às 16 horas, acontecerá a tradicional Caminhada em comemoração ao Dia de Anchieta, padre conhecido por catequizar os índios de toda a região no período colonial do País. Em 2014, a Câmara Municipal de Itanhaém aprovou o projeto que tornou José de Anchieta co-padroeiro da Cidade.

Em comemoração ao Dia, acontece na Cidade, pelo terceiro ano consecutivo, a Caminhada de Anchieta, onde os munícipes e devotos fazem um trajeto acompanhados por um trio elétrico. A Caminhada, que iniciará na Praça 22 de Abril (Boca da Barra), percorrerá toda a Orla da Praia do Centro, entrará na João Mariano e terminará na Igreja Matriz de Sant’Anna, na Praça Narciso de Andrade, Centro Histórico.

BIOGRAFIA

José de Anchieta nasceu na Ilha de Tenerife, uma das Ilhas Canárias dominadas pela Espanha no final do século XV, no dia de São José, motivo que inspirou seu nome. Filho de uma próspera família, tendo por pais Juan de Anchieta e Mência de Clavijo y Llarena, teve a oportunidade de estudar desde muito jovem. Aos 14 anos, iniciou seus estudos em Coimbra, no renomado Colégio de Artes.

Recebeu uma educação renascentista, principalmente filológica e literária. Com 17 anos, ingressou na Companhia de Jesus, ordem fundada por Inácio de Loyola em 1539 e aprovada em 1540, pelo papa Paulo III. No ano de 1553, no final de seu noviciado, fez seus primeiros votos como jesuíta.

Veio ao Brasil com a segunda leva de jesuítas, junto com a esquadra de Duarte da Costa, segundo governador-geral do Brasil. Em 1554, participou da fundação do colégio da Vila de São Paulo de Piratininga, núcleo da futura cidade que receberia o nome de São Paulo, onde também foi professor. Exerceu o cargo de provincial entre os anos de 1577 a 1587. Escreveu cartas, sermões, poesias, a gramática da língua mais falada na costa brasileira (o tupi) e peças de teatro, tendo sido o representante do Teatro Jesuítico no Brasil.

Sua obra pode ser considerada como a primeira manifestação literária em terras brasileiras. Contribuiu, dessa maneira, para a formação do que viria a ser a cultura brasileira. De toda a sua obra, destacam-se a gramática da língua mais falada na costa do Brasil, Poema da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus e Cartas de Anchieta. A coleção de Obras Completas do Padre José de Anchieta é dividida sob três temáticas: poesia, prosa e obras sobre Anchieta.

José de Anchieta faleceu na cidade de Reritiba (atual Anchieta) na Capitania do Espírito Santo, em 9 de junho de 1597. Graças ao seu papel ativo no primeiro século de colonização do Brasil, ganhou vários títulos, tais como: “Apóstolo do Novo Mundo”, “fundador da cidade de São Paulo”, “curador de almas e corpos”, “carismático”, “santo”, entre outros.