Secretário de Saúde reúne servidores e esclarece dúvidas sobre ações e melhorias

Daniel Simões solicitou que o sindicato apresente propostas sobre diversos temas

Diversos questionamentos por parte do funcionalismo, que atua na área de saúde do Município, foram esclarecidos pelo secretário municipal de Saúde, Daniel Simões, em reunião realizada na noite da última segunda-feira (16), na sede do Sindicato dos Funcionários da Prefeitura de Guarujá.

“Estou aqui para o diálogo, que é fundamental para melhorar a Saúde e acabar com boatos que estão rondando a Cidade. Alguns serviços não vão bem e por isso precisamos melhorar muito. E algumas decisões exigem renúncias. É importante exaltar que nada será feito sem ouvir vocês e sem ouvir a população”, assim o secretário abriu seu discurso.

A mudança no foco do modelo assistencial é o principio que norteia a Saúde Municipal, segundo o secretário. A Administração Municipal esteve focada num modelo reativo, que atua sempre na urgência e emergência, desprestigiando o planejamento e a atenção preventiva. “Vamos fazer uma conta rápida: cada R$ 5 investidos na Urgência e Emergência corresponde a R$ 1 para Atenção Básica. Essa é uma visão construída ao longo de décadas, uma questão cultural e não pensar em planejar”.

Em relação à Unidade São João (Pronto Socorro de Vicente de Carvalho), o secretário explicou que, mesmo com a construção de uma nova unidade, que será instalada na área entre a Avenida Santos Dumont e Rua Independência, a tradicional unidade de emergência necessita de uma intervenção na parte de manutenção elétrica, encanamento, pintura, carpintaria e demais reparos.

“Vou anunciar em primeira mão para vocês: Guarujá receberá R$ 3,1 milhões para a construção da nova unidade. Desse montante, 10%, ou seja R$ 310 mil, já foram creditados nos cofres públicos e serão abertos os trâmites para licitação. Mesmo com uma nova unidade, o PS precisa de um suporte na infraestrutura para atender melhor a população e dar suporte aos funcionários trabalharem, enquanto a obra estará em andamento. Teremos que analisar como serão realizados os serviços e os atendimentos e, para isso, estamos dispostos a ouvir os funcionários e a população. Vamos sistematizar as alternativas por meio de audiências”, explica o secretário, negando o fechamento da unidade e dizendo que tudo que será feito é visando atender melhor os munícipes e dar melhores condições de trabalho aos funcionários.

Um gasto de cerca de R$ 4 milhões por mês. Este é o custo da UPA Matheus Santamaría e UPA São João, de acordo com o secretário Daniel Simões. O custo, somado a baixa resolutividade e satisfação da população com o serviço, levaram ao secretário a falar sobre terceirizar os serviços nessas duas unidades.

“É possível fazer sem terceirizar, mas temos que estar conscientes que levará mais tempo e isso porque o modelo da busca pela cura é um modelo que foi consolidado. Nossa proposta é mudar o modelo assistencial e precisamos nos dedicar nisso. Pergunto a vocês: queremos ser capazes de entregar um serviço melhor para a população? Precisamos montar uma equipe com quem veste a camisa do cidadão. Terceirizar não é uma decisão da política pública, por isso a discussão está aberta. Não temos nada decidido. É preciso analisar vantagens e desvantagens de cada alternativa”, esclareceu Daniel Simões.

Devido à quantidade de temas e pedido de esclarecimentos, o secretário se disponibilizou a voltar ao Sindicato periodicamente para tratar cada item relacionado aos servidores, benefícios, atendimento e serviços.