A falta de professora na Prainha Branca – um dos últimos redutos caiçaras situado na reserva ambiental da Serra do Guararú – parece ter chegado ao fim.
“A nova docente foi uma das aprovadas no concurso público realizado em 2022. No momento, ela está em processo de admissão, em fase de apresentação de documentos, e por isso, nas próximas semanas já deve iniciar a aulas na comunidade”, revela nota oficial.
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Desde 13 de fevereiro último, seis crianças da comunidade estão sem aulas. Os educadores têm dificuldades de dar aulas por conta do difícil acesso e pela falta de incentivo financeiro.
Na última terça-feira (11), um grupo representante dos cerca de 560 moradores (96 famílias) do lugar resolveu ‘arregaçar as mangas’ e protestar na Câmara de Vereadores.
Na parte da manhã, o grupo esteve na porta da Prefeitura pedindo atenção para a falta de um educador e contra o possível fechamento da única sala de aula de pré-escola que existe há 41 anos.
Para chegar a Rodovia Ariovaldo de Almeida Viana – SP 61, também conhecida como Estrada Guarujá Bertioga, às margens do Canal de Bertioga, que oferece o demorado transporte público que daria acesso à escola mais próxima, que fica no Perequê, as crianças e seus pais têm que caminhar por uma trilha de dois quilômetros.
PRAINHA.
A Prainha Branca é um verdadeiro paraíso escondido. Para se chegar a ela, é preciso percorrer uma trilha pela Mata Atlântica (construída pelos moradores) de cerca de 20 minutos que parte da balsa Guarujá-Bertioga, ao final da rodovia. Outra opção é fazer o caminho de barco.
Ao longo do percurso ainda podem ser observadas espécies de plantas, animais, pássaros, insetos e, do seu ponto mais alto, a bela vista da ilha junto à praia, cartão postal do passeio.
