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População em situação de rua ganha alojamento em Guarujá

Serviço provisório começa a funcionar nesta quarta-feira (25)

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25 MAR 2020Por Da Reportagem11h00
Objetivo é proteger as pessoas que não têm casa do coronavírusFoto: Divulgação / Prefeitura Municipal de Guarujá

Preocupada com a vulnerabilidade das pessoas em situação de rua no período de pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social (Sedeas) de Guarujá está criando um alojamento com capacidade para aproximadamente 120 pessoas. O alojamento será instalado no Ginásio Tejereba (Rua Sílvio Daige, s/n, Jardim Tejereba) e ficará à disposição 24 horas para quem desejar abrigo seguro e capaz de oferecer a higiene e o isolamento social adequados para o momento.

O alojamento provisório passa a funcionar a partir desta quarta-feira (25), após ação da equipe de Abordagem Social da Sedeas, serviço especializado que já realizou, só neste ano, 385 abordagens semelhantes junto à população de rua do Município.

No local, os leitos foram montados conforme o protocolo emitido pelo Ministério da Saúde, que prevê o distanciamento de dois metros entre as pessoas, entre outras medidas. Além disso, os sanitários serão higienizados diversas vezes ao dia.

A criação do alojamento provisório tem como objetivo proporcionar à pessoa em situação de rua proteção na luta contra o COVID-19. No espaço, totalmente adequado, será servida alimentação, além de toda assistência necessária, incluindo a conscientização sobre a necessidade e importância do isolamento social, em contraponto aos riscos da aglomeração de pessoas em ambiente urbano para o combate à proliferação do vírus.

Rede

Além do alojamento provisório, o município ainda conta com os atendimentos tradicionais voltados à população de rua, oferecidos pelo CREAS POP – Centro de Referência Especializado de Assistência Social, de segunda a sexta, agora funcionando em horário especial, das 9 às 16 horas, e pela Unidade de Acolhimento José Calherani (Albergue), que funciona 24 horas.

Atualmente, o município atende cerca de 120 pessoas em situação de rua e tem o cadastro de mais 150 que são considerados volantes, ou seja, sem permanência fixa na cidade.