Guarujá
Investigação do 1º DP chegou até imóvel na Vila Rosalina nesta sexta-feira (10); computador e celulares foram apreendidos para perícia
Celulares, computadores e jóias apreendidas em Guarujá / Reprodução/Polícia Civil
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A onda de golpes do "falso advogado" continua dando trabalho para a Polícia Civil. Na manhã desta sexta-feira (10), foi a vez de uma equipe do 1º DP de Santos atravessar a balsa para cumprir um mandado de busca no Guarujá. Em Santos também houve uma operação com o mesmo objetivo.
O alvo foi uma residência na Vila Rosalina, apontada como base para um esquema que já teria arrancado pelo menos R$ 3 mil de vítimas enganadas por mensagens de celular.
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Os policiais chegaram cedo à Rua Atílio Gelsomini. No imóvel, encontraram Vitor, de 29 anos, que acompanhou toda a revista sem oferecer resistência.
Diferente de outras operações mais barulhentas, a ação foi tranquila, mas o objetivo era claro: recolher provas digitais que mostrem o tamanho real do prejuízo causado pelo grupo.
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O roteiro é sempre o mesmo: os criminosos fingem ser advogados e avisam que a vítima tem um dinheiro de processo judicial pronto para sair.
Para "liberar" o montante, porém, pedem um depósito antecipado de taxas e custas. Muita gente, na esperança de receber o que é seu por direito, acaba caindo na armadilha e enviando o Pix na hora.
Desta vez, a polícia apreendeu uma CPU de computador e dois celulares. Esses aparelhos agora passam por perícia para extrair conversas e identificar para onde o dinheiro estava indo.
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Relógios e joias também foram achados na casa, mas ficaram sob responsabilidade da companheira do investigado enquanto o processo corre.
Vitor foi levado à delegacia, prestou depoimento e foi indiciado por estelionato eletrônico. Assim como no caso do Marapé, ele foi liberado e vai responder ao inquérito em liberdade.
A investigação agora tenta descobrir se os dois casos têm ligação ou se são centrais independentes operando na Baixada Santista.
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A Polícia Civil reforça o aviso: nenhum advogado ou órgão oficial pede pagamento antecipado por WhatsApp para liberar dinheiro de processo.
Recebeu uma mensagem dessas? Não faça o Pix. Ligue para o seu advogado ou vá pessoalmente ao fórum confirmar a informação.