Menino Yuri, que pulou do sofá e teve complicações, vai amputar o pé

Membro direito da criança estava sem circulação de sangue há mais de um mês

À direita, Yuri em primeiros atendimentos médicos, em Guarujá; à esquerda, pé gangrenado semanas depois

À direita, Yuri em primeiros atendimentos médicos, em Guarujá; à esquerda, pé gangrenado semanas depois | Reprodução/Whatsapp/Redes Sociais

Yuri Gabriel, de cinco anos, precisará fazer uma cirurgia para amputar o pé direito após ele ter complicações enquanto brincava no sofá da sua casa, em Guarujá, pular no colo do primo e pisar de mal jeito. Apesar da perna ter sido recuperada em cirurgia bem sucedida no Hospital Israelita Albert Einstein, houve uma gangrena seca no pé do garoto, o que impediu a circulação sanguínea por mais de um mês.

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A gangrena seca, também conhecida como mumificação, ocorre quando acontece a desidratação de tecidos necrosados, que ficam secos e escuros. Isso ocorre quando o sangue não consegue chegar a determinado local do corpo, como é o caso do pé direito de Yuri.

Tudo isso aconteceu após a criança pisar de mal jeito enquanto brincava no sofá com o primo.

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Em atendimentos médicos realizados no Guarujá, foi observada uma infecção pela bactéria Staphylococcus aureus, semanas depois que a perna dela havia sido imobilizada por uma tala. Com dores abdominais, o garoto voltou ao Hospital Santo Amaro e foi constatado que os pulmões e rins dele estavam comprometidos, sendo sugerida uma amputação de toda a perna. Os pais não aceitaram e o levaram ao Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde o membro do menino foi recuperado. Menos o pé, por conta de limitações anatômicas do próprio corpo.

Em entrevista ao G1, o pai de Yuri, Kened dos Santos, disse que só agora, com a sedação retirada, eles puderam explicar à criança que ela estava no hospital e, com o apoio de psicólgos, foi explicado que ele teria que amputar o pé direito.

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A expectativa da equipe médica é a de que a cicatrização total ocorra de três a seis meses, e os pais têm a esperança de que o filho poderá passar as festas de fina de ano em casa e, talvez, já com uma prótese.

A conta no hospital já passa dos R$ 3 milhões.

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*Com informações do G1