Os agentes também atuam em locais considerados estratégicos para a proliferação do mosquito / Divulgação/PMG
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Guarujá registrou queda de 85% nos casos de dengue no primeiro bimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e fevereiro deste ano, foram contabilizados 60 casos da doença na cidade, contra 417 no mesmo intervalo de 2025.
Os números também indicam uma redução expressiva ao longo dos últimos anos. Em 2024, no mesmo recorte de tempo, haviam sido registrados 1.671 casos da doença no município.
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Segundo a Prefeitura, os resultados refletem o trabalho contínuo realizado pela equipe de Combate e Controle às Endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), que mantém ações permanentes de prevenção e monitoramento em diferentes regiões da cidade.
Entre as principais atividades estão as vistorias em residências, acompanhadas de orientações aos moradores sobre a eliminação de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. Essas ações incluem mutirões semanais realizados às segundas-feiras.
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Os agentes também atuam em locais considerados estratégicos para a proliferação do mosquito, como ferros-velhos, borracharias e pontos de reciclagem.
Esses espaços são vistoriados regularmente para verificar se o armazenamento de materiais está adequado e não favorece o acúmulo de água parada.
Outra iniciativa oferecida pela Prefeitura é o serviço gratuito de telagem de caixas d’água. A instalação da proteção impede o acesso do mosquito aos reservatórios, reduzindo o risco de formação de criadouros.
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O serviço pode ser solicitado pelos moradores por meio de agendamento pelo telefone (13) 3341-6569.
A coordenadora técnica de Vigilância em Saúde destaca que os resultados são consequência de um trabalho planejado e contínuo.
“Esse resultado mostra que o trabalho contínuo de vistoria, orientação e eliminação de criadouros tem impacto direto na redução da doença. Nossas equipes atuam diariamente em diferentes frentes, mas é fundamental que a população também faça sua parte, evitando água parada dentro de casa e permitindo a entrada dos agentes para as vistorias”.
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Além das ações em residências, os agentes realizam vistorias preventivas em locais de grande circulação de pessoas, como unidades de saúde, escolas e outros equipamentos públicos e privados.
O município também utiliza peixes da espécie Poecilia reticulata, conhecidos como “barrigudinhos”, no combate ao mosquito. Eles são introduzidos em locais com grande acúmulo de água, como piscinas abandonadas, canteiros de obras e poços de elevadores. Atualmente, 73 pontos da cidade são monitorados com essa técnica.
Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, a equipe de Combate e Controle às Endemias realizou a Operação Check Out, voltada à vistoria de hotéis e pousadas da cidade. Ao todo, 140 estabelecimentos foram inspecionados.
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A ação teve caráter preventivo e buscou identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito em locais com grande circulação de turistas, especialmente vindos de regiões com transmissão ativa da doença.
No mesmo período, durante o recesso escolar, também foi realizada a operação “Volta às Aulas Sem Aedes”, com inspeções em unidades de ensino do município. A iniciativa teve como objetivo eliminar possíveis focos do mosquito antes do retorno dos estudantes.
“Essas ações foram primordiais para que o Município chegasse a este primeiro bimestre com uma redução tão significativa de casos. Ao atuar de forma preventiva em hotéis, pousadas e também nas unidades de ensino, conseguimos evitar que o vírus fosse introduzido e passasse a circular na Cidade, o que poderia desencadear um novo ciclo de transmissão”, complementa.
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