Guarujá

Defesa Civil de Guarujá fará simulação de novo sistema de sirenes para alerta de temporais

Objetivo é informar a comunidade sobre a nova ferramenta e reforçar o plano de ação montado de maneira inédita no local

Da Reportagem

Publicado em 29/01/2024 às 20:41

Atualizado em 29/01/2024 às 23:48

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Iniciativa acontece nesta quarta-feira (31), às 17 horas e Guarujá foi uma das três cidades selecionadas pelo Governo do Estado para a implantação do equipamento / Divulgação/PMG

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A Defesa Civil de Guarujá, em parceria com a Defesa Civil do Estado, realizará a primeira simulação do novo sistema de sirenes para alerta de temporais e áreas de risco, instalado no Morro da Barreira do João Guarda, o Sistema de Alerta Remoto (SISAR). A iniciativa acontece nesta quarta-feira (31), às 17 horas e Guarujá foi uma das três cidades selecionadas pelo Governo do Estado para a implantação do equipamento.

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O investimento é de R$ 2,4 milhões e contempla material e instalação de torres de transmissão. Entre os critérios para escolha dos municípios está o risco de deslizamentos e alagamentos, volume de chuva registrado nas regiões, número de óbitos e desalojados, centro de operações e controle que já funcionam 24 horas.

Durante toda a quarta-feira (31), as equipes percorrerão a área a fim de informar os moradores sobre os testes dos equipamentos e o funcionamento do novo material. O local foi escolhido após analise da equipe técnica da Defesa Civil, com base nos riscos e estatísticas de acidentes geológicos. A simulação acontecerá nas proximidades da Escola Municipal Sérgio Pereira.

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Segundo o coordenador da Defesa Civil de Guarujá, Átila Gregório, já foram instaladas torres e cornetas no local, cujo acionamento será feito de maneira remota, com base nos índices meteorológicos acompanhados em tempo real pelas equipes de plantão. Já estão prontos ainda o mapeamento da área e as rotas de fuga. O órgão também realizou entrevistas e distribuiu um questionário para conhecer melhor a comunidade, suas necessidades e conhecimentos sobre o que fazer e quem acionar em condições meteorológicas extremas e adversas.

"O projeto é inédito e experimental, que vem somar às outras ferramentas já adotadas na Cidade, como obras de contenção e monitoramento constante da área. O objetivo é fazer com que se torne um modelo a ser replicado em outros locais de risco", explica Átila.

Também será criado um Núcleo de Proteção e Defesa Civil (Nupdec) nesta comunidade, nos moldes da iniciativa realizada com êxito na Prainha Branca. O objetivo é contar com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente e da Fundação SOS Mata Atlântica para a qualificação de voluntários, que serão multiplicadores de informações e farão o primeiro atendimento no local, e compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

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Investimentos

O equipamento se soma a outros métodos de alerta que a Cidade já possui e foram fundamentais para que não houvesse vítimas fatais no temporal de fevereiro de 2023.  O Município conta com 15 estações com pluviômetros automáticos, que cobrem 143 quilômetros quadrados de extensão da Ilha de Santo Amaro, monitorando as áreas de risco geológico e áreas suscetíveis a alagamentos, enchentes e inundações. Além disso, a Cidade possui sensor de umidade para monitoramento do solo e também monitoramento climático com os sensores de raios e o radar meteorológico.

Há também a divulgação do SMS da Defesa Civil Estadual 40199. O serviço gratuito dispara previsões de risco meteorológico; os alertas também são divulgados nas redes sociais da Prefeitura.

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A Defesa Civil mantém as vistorias preventivas diárias, palestras nas escolas e trabalhos junto ao Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil Prainha Branca. Além disso, coordena e opera o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) específico para escorregamentos, desde 1989. O PPDC tem início em dezembro e segue até março.

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