Coordenadora do Padef partilha experiências de inclusão em Guarujá

A representante do Governo Estadual participou da reunião mensal do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência

A coordenadora estadual do Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência (Padef), Marinalva Cruz, esteve em Guarujá na tarde de sexta-feira (14). Na oportunidade, ela participou da reunião mensal do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência para partilhar experiências, trazer informações aos conselheiros sobre as diretrizes do Programa e esclarecer pontos sobre a nova legislação voltada ao segmento.

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Marinalva é ligada à Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho (Sert) e veio à Cidade a convite da presidente do Conselho Municipal e secretária-adjunta de Desenvolvimento e Assistência Social, Maria Angélica Cruz. Em sua apresentação, Marinalva relatou que o Padef disponibiliza cerca de 1.400 vagas por mês em todo o Estado. Ela disse ainda sobre a importância das pessoas com deficiência participarem de cursos de qualificação, independente de serem específicos para o segmento.

A coordenadora disse ainda que, caso a pessoa com deficiência comece a trabalhar a nova legislação não permite que o Benefício de Prestação Continuada (BPC) seja perdido, mas que este fica suspenso durante o período de serviço. “Até 2011, as pessoas perdiam o BPC porque um dos critérios para recebê-lo era ser considerado inválido para o mercado de trabalho. Hoje isso mudou. O cidadão começa a trabalhar e o BPC fica suspenso enquanto a pessoa estiver no mercado. Caso a pessoa perca o emprego, ela retorna à Previdência e passa a receber o BPC novamente”, relatou a coordenadora do Padef.

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Entre os pontos abordados pela representante estadual aos conselheiros municipais, ela destacou que todo cidadão, com idade entre 14 e 16 anos, pode ser contratado como aprendiz pelas empresas ou poder público pelo período de dois anos. Marinalva destacou que as pessoas com deficiência também podem estar inseridas neste processo de contrato por aprendizagem no período de dois anos, mas independente da idade que tenham. Neste caso, por dois anos o beneficiário recebe seu salário como aprendiz e também o BPC.

“Este período de dois anos é fundamental para a pessoa com deficiência compreender que é um membro participativo na sociedade, a família entender que aquela pessoa é capaz e o gestor da empresa reconhecer o seu potencial”, pontuou.

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A visitante finalizou sua participação avaliando que “é extremamente importante estar nestes encontros porque são a partir deles que vamos semeando nossa ideia e mudando a cultura do país sobre o processo de inclusão. Fico contente em fazer parte desta realidade”, concluiu.