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Bloqueios impedem o acesso de mais de 18 mil veículos em Guarujá

Desde 22 de março, exatos 18.721 veículos já foram impedidos de entrar na Cidade, nas sete barreiras instaladas na Cidade

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20 MAI 2020Por Da Reportagem21h00
Bloqueios são essenciais para proteger a saúde dos munícipesFoto: HELDER LIMA/PMG

A cada fim de semana ou feriado prolongado, aumenta o temor dos guarujaenses com a possibilidade da vinda de pessoas de outras cidades. Isso porque mesmo com as praias interditadas e comércio funcionando apenas parcialmente, a cidade continua sendo sonho de consumo para muita gente. Prova disso é que desde 22 de março, exatos 18.721 veículos já foram impedidos de entrar na Cidade, nas sete barreiras instaladas na Cidade.

A medida é defendida pelo médico infectologista Orival Silva Silveira, da Unidade Complexa Willian Rocha (Rua Hélio Ferreira, 369, no Jardim Boa Esperança). Ele destaca que as medidas são essenciais para proteger a saúde dos munícipes. "Com a pandemia em ascensão, a possibilidade de o vírus vir de pessoas que estão dispostas a quebrar o isolamento em suas cidades para tentar vir fazer turismo é perigosa, pois afetaria a Cidade, mesmo com os munícipes praticando o distanciamento social", afirma.

Silveira também analisa que as restrições nas praias, que servem tanto aos turistas quanto aos munícipes, são medidas acertadas. "Precisamos de um controle rigoroso, sem abrir exceções. Mesmo para esportes como o surfe, que teoricamente não envolve contato, nós não temos como garantir que o distanciamento vai ser seguido por todos", salienta.

Outro motivo para as restrições são as dificuldades que o ambiente de praia traz para que todos sigam as medidas de prevenção necessárias. "Ninguém usa máscara no mar", exemplifica o infectologista.

Bloqueios
A Cidade conta com sete bloqueios que funcionam 24 horas e estão montados tanto na entrada da cidade quanto nas saídas das travessias de balsas de Santos e Bertioga.

As vias totalmente bloqueadas com estruturas de concreto (New Jersey), sem acesso à Cidade são: Rua Waldomiro Macário (acesso aos prédios da Dow Química), a Via Fassina (acesso ao Porto de Granéis e demais empresas) e a Avenida Tancredo Neves (acesso aos bairros Cachoeira, Vila Edna e Vila Zilda).

 

Existem, ainda, as barreiras sanitárias de fiscalização. Elas estão na Avenida Áurea Gonzáles Conde (acesso à Vicente de Carvalho), Rua Idalino Pines (Rua do Adubo – acesso exclusivo de caminhões e ao Porto), Avenida Vereador Lydio Martins Correa (acesso à Enseada e Morrinhos) e Avenida Santos Dumont (na entrada principal da Cidade). Há, também, barreiras do tipo nas saídas das travessias de balsas de Santos e Bertioga.

Todos os bloqueios ficam nos arredores da Rodovia Cônego Domenico Rangoni. Como alternativas de trânsito, o motorista que quiser acessar os bairros Morrinhos, Vila Edna, Vila Zilda e Cachoeira, poderão utilizar a Avenida da Saudade e a Avenida Lydio Martins Correa, por meio do túnel. Já para os bairros do Distrito de Vicente de Carvalho, o acesso poderá ser feito pela Avenida Santos Dumont.

Os motoristas que se recusarem a retornar estão sujeitos a terem seus veículos removidos ao pátio municipal, podendo ser conduzidos ao Distrito Policial para lavratura de boletim de ocorrência, por violações ao Código Penal e ao Código de Trânsito Brasileiro.

A fiscalização está a cargo de mais de 100 agentes da Guarda Civil Municipal e das diretorias municipais de Trânsito, de Transporte e de Força Tarefa, todos órgãos ligados à Secretaria Municipal de Defesa e Convivência Social (Sedecon).

Acesso Livre
O acesso é livre para os veículos cujos ocupantes apresentem comprovante de residência no Município. Também têm passagem liberada os veículos em comprovado exercício de atividades essenciais como segurança pública, saúde e assistência social, além dos motoristas que estiverem transportando alimentos, combustíveis e outros insumos indispensáveis para o abastecimento local.