Temer nomeia ex-vice-governador do DF para cargo de chefia da SRI

Michel Temer decidiu reforçar a equipe da Secretaria de Relações Institucionais e vai nomear Tadeu Filippelli para a chefia de gabinete da pasta

Apesar da pressão para deixar a articulação política do governo, o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) decidiu reforçar a equipe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e vai nomear, nos próximos dias, o ex-vice-governador do Distrito Federal Tadeu Filippelli (PMDB) para a chefia de gabinete da pasta.

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Segundo apurou o Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, Filippelli deve atuar ao lado do ministro-chefe da Aviação Civil, Eliseu Padilha, e de Rodrigo Rocha Loures nas negociações com o Congresso que envolvem distribuição de cargos e de emendas. Rocha Loures, que já chefiou o gabinete, será deslocado para a assessoria especial.

A expectativa de aliados de Temer é que a escalação de Filippelli ajude a destravar nomeações do segundo e terceiro escalões, além de facilitar a liberação de emendas parlamentares – dois focos permanentes de insatisfação dentro da base aliada do governo.

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“Já tive três mandatos de deputado, fiquei muito tempo na Câmara então isso poderia permitir uma interlocução interessante não só com o PDMB, mas com a própria Câmara”, disse Filippelli ao Broadcast Político. “Estarei à disposição do presidente Michel Temer para contribuir naquilo que for necessário, principalmente nessa interlocução com os segmentos políticos.”

Questionado sobre a atuação na SRI, o ex-vice governador do DF reconheceu que a “atual conjuntura não é fácil”. “Acho que deve ter um esforço de todos na busca desse entendimento, dessa costura, dessa construção”, comentou.

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Com a nomeação de Filippelli, Temer também pretende diminuir a pressão de peemedebistas para que ele deixe a articulação política do Palácio do Planalto. Ao deixar o trio cuidando “do varejo”, Temer se afasta das negociações por cargos e por emendas e tenta neutralizar as críticas de aliados, que vinham argumentando que ele precisava se concentrar em discussões de temas mais abrangentes, distante das demandas do dia a dia do Legislativo.