A prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito defendeu com emoção o Programa “Mais Médicos” do Governo Federal, nesta quinta-feira (22), durante audiência que a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), do Senado Federal realizada em Brasília, para debater o tema.
Antonieta lembrou que a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), onde ocupa o cargo de Vice-Presidente Para Assuntos Financeiros, já havia lançado a campanha “Cadê o Médico?”, porque os gestores sentem muito a desigualdade da demanda e da quantidade de médicos em seus municípios.
“A presidente Dilma ouviu os prefeitos que são aqueles que têm a responsabilidade de dar respostas concretas para a população. Tivemos melhoras na infraestrutura da saúde no Governo Lula para cá, e acreditamos que o “Programa Mais Médicos” trará a mão de obra ainda tão escassa. Os prefeitos sabem da dificuldade em se conseguir médicos disponíveis. Muitas vezes abrimos concursos para contratação e não aparece ninguém e, quando contratamos alguns, os perdemos rapidamente para propostas de salários melhores”, declarou.

Segundo Antonieta, em quatro anos, a Prefeitura de Guarujá contratou 180 novos médicos, mas boa parte foi embora e ficaram apenas 150. Para o Mais Médicos, a cidade pediu 17 profissionais e vai receber 11, sendo 4 estrangeiros. Para ela a visão do projeto do Governo Federal em focar na saúde básica é acertada. “Hoje temos uma lógica hospitalar, que é onerosa e não consegue atender a demanda das pessoas. O reforço da saúde básica vai ao encontro da realidade cotidiana dos municípios”.
A prefeita ainda desmentiu boatos de que os prefeitos vão demitir médicos para contar com o benefício da bolsa oferecida pelo programa. “Isso não é verdade. Esses profissionais valem ouro para nós, porque são raros e sentimos muito a falta deles”, afirmou.
Antonieta defendeu a contratação de médicos estrangeiros com emoção. Lembrou de dois médicos cubanos que trabalham na área administrativa da Prefeitura e que não conseguiram passar no Revalida.
“Desqualificar a formação dos profissionais estrangeiros é não ter a capacidade de olhar a dor do outro. Quando pensamos em um profissional que vai atuar para uma instituição pública com o dever de prestar um serviço de qualidade para todos, independente de quem seja, o olhar humano faz toda diferença. Isto não é um jogo eleitoreiro. O que está em discussão é a vida de milhares de pessoas”, afirmou.