Na Europa, secretário de Bolsonaro chama palestrante de canalha e protagoniza bate boca

Segundo o colunista Jamil Chade, a agressividade com que o secretário de cultura brasileiro reagiu ao palestrante teriam chamado a atenção (negativamente) de todos os presentes.

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24 NOV 2019Por Da Reportagem16h13

Roberto Alvim, secretário de cultura de Bolsonaro, protagonizou um 'climão' durante a Conferência Internacional das Línguas Portuguesa e Espanhola, que foi realizada em Lisboa no último dia 22.

Um dos palestrantes (Ramiro Noriega, da Universidade das Artes do Equador) discursava sobre Caetano Veloso e disse que o compositor foi censurado por Jair Bolsonaro quando esteve recentemente do Supremo Tribunal Federal (STF), em audiência com a ministra Carmem Lúcia, para discutir o decreto de Bolsonaro sobre a produção audiovisual brasileira.

Descontente com as palavras de Noriega, Roberto Alvim, então, gritou do meio da plateia que aquilo "não era verdade". Porém, segundo o colunista Jamil Chade, a agressividade com que o secretário de cultura brasileiro reagiu ao palestrante teriam chamado a atenção (negativamente) de todos os presentes.

Agora no palco, Alvim se mostrou bastante irritado e insistiu que o governo deveria rebater a acusação. "Um indivíduo disse aqui que Bolsonaro censurou Caetano Veloso, o que não é verdade. Onde estão as provas? Se não me apresentarem provas, eu afirmo que esse sujeito (Noriega) é um canalha mentiroso", disparou.

Ainda segundo o colunista parte do público passou a vaiá-lo. Não por ele tentar desmentir o palestrante, mas pela sua forma grosseira e destemperada de agir, dando um tom de rivalidade a um evento, até então, pacífico.

"O sujeito se levantou e disse uma mentira. Estou apenas respondendo a isso. Eu não ataquei ninguém primeiro. Mas a esquerda, como sempre, fazendo a sua velha e boa chantagem de dizer o que ela quer sem aceitar uma resposta", continuou.

Uma pessoa que estava na plateia pediu para que Alvim usasse de bom senso. Porém, ele também respondeu com tom de voz alto e ainda agressivo. "Tenha bom senso você. Não venha me censurar. Você não vai me calar. A esquerda não vai mais calar a maioria do povo brasileiro".

Alvim terminou seu discurso sem ser aplaudido.

*Com informações do UOL e do colunista Jamil Chade.