Em meio a crise com Geddel, Temer reconhece que governo não é ‘infalível’

Ele avaliou que objeções são naturais na democracia, mas ponderou que, em sua opinião, a administração peemedebista não cometeu muitos erros

Em meio a uma crise envolvendo um de seus principais braços direitos, o presidente Michel Temer reconheceu nesta quinta (25) que o governo federal não é “infalível” e que ele deve ser aberto a críticas tanto dos partidos de oposição como dos veículos de imprensa.

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Em discurso durante cerimônia no Palácio do Planalto, ele avaliou que objeções são naturais na democracia, mas ponderou que, em sua opinião, a administração peemedebista não cometeu muitos erros nos mais de seis meses em que ele esteve à frente da Presidência da República.

“Muitas vezes, a fórmula e a proposta feita pela oposição ou pela imprensa ajuda o governo federal. O governo federal não é infalível, mas, na verdade, acho que até agora não erramos muito”, disse.

Na tentativa de impor uma pauta positiva, que afaste o governo federal da turbulência em torno do ministro Geddel Vieira Lima, o presidente pregou que o país precisa de menos pessimismo e mais otimismo.

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“Eu sinto um apoio muito grande às medidas que tomamos. O país não está paralisado e está fazendo o possível e impossível para sair da recessão”, disse. “Em vez de pessimismo, otimismo. O Brasil precisa de otimismo”, acrescentou.

Na saída da cerimônia, o presidente evitou responder se, mesmo com novas evidências contra o ministro, Geddel será mantido no cargo. Na quarta-feira (23), ele também se recusou a dar uma resposta ao ser questionado pela reportagem.

Nesta quarta-feira (23), a reportagem revelou que um primo e um sobrinho do ministro atuam como representantes de empreendimento imobiliário no qual Geddel tem um apartamento em Salvador.

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Segundo o ex-ministro Marcelo Calero, Geddel o teria pressionado a produzir um parecer técnico para viabilizar o empreendimento imobiliário. O ministro reconheceu que tratou do assunto com Calero, mas negou que o tenha pressionado.

CARTÃO

O presidente participou de cerimônia no Palácio do Planalto para lançamento do cartão Construcard, que cria uma linha de crédito para a aquisição de materiais de construção para pessoa física.

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Segundo o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, serão disponibilizados R$ 7 bilhões para a linha de crédito e o valor médio de financiamento por usuário será de R$ 14 mil, com prazo de dois a seis meses para a compra.

O prazo para o pagamento do financiamento é de até 240 meses e, de acordo com a Caixa, 400 mil clientes já foram pré-aprovados para a utilização do limite de crédito.