Na última terça-feira (14), em audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília, a prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, aproveitou a oportunidade para solicitar reforço dos veículos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) 192. A justificativa da chefe do Executivo é de que, das cidades da Baixada Santista que contam com o Serviço, Guarujá é o que mais presta atendimento.
“O Município de Guarujá é o que atende o maior número de chamados. E pelas suas características turísticas, a Cidade possui uma população flutuante, que varia de 300 mil a 1,8 milhão de pessoas na temporada. Por isso, precisamos desse incremento na nossa frota”, justifica Antonieta.
Por esta razão, a necessidade de pelo menos quatro novas ambulâncias para reforçar o atendimento à população do Município. Aliado a isso, solicitou também outros dois veículos para atender as comunidades de Prainha Branca e Praia do Góes. Estes locais, por questões geográficas, estão fora do alcance de atendimento dos serviços de urgência e emergência, localizados nos extremos leste e oeste da Cidade, respectivamente.

Mais médicos – Durante reunião realizada pela diretoria da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), ocorrido em Brasília, também na última terça (14), o ministro da Saúde falou sobre a falta de médicos, problema que afeta os municípios brasileiros.
Na oportunidade, Padilha confirmou a necessidade do Brasil nesta questão. Ele afirmou aos prefeitos da FNP que o Ministério está encarando a situação como uma realidade básica e concreta, e que está estudando o melhor método de resolver o problema.
“Estamos analisando a possibilidade de receber médicos de outras nacionalidades, preferencialmente iberosamericanos – até pela facilidade linguística e cultural, fator que facilitará a comunicação entre médicos e pacientes. Esses profissionais trabalhariam na Atenção Básica, naqueles municípios que mais apresentam carência desses médicos, cuidando da Atenção Básica na rede pública”, explicou.
Ainda segundo Padilha, o governo brasileiro só não irá contratar médicos daqueles países que possuem uma relação menor, médicos por mil habitantes do que o próprio País, ou seja, “o Brasil tem uma relação de 1,8 médicos por mil habitantes. Dessa forma, o país que tiver menos que isso, não poderá nos trazer médicos”, pontuou.
Para a prefeita Antonieta, a medida em vigor “irá preencher o vazio pelo qual todos os municípios enfrentam e nós em Guarujá não estamos livres disso. Estou mais confiante e espero, em um prazo não muito longo, podermos contar com esses médicos em nossa Cidade, sanando essa lacuna que tanto nos aflige e atinge diretamente nossa população”, declarou.
Citado o exemplo de Espanha e Portugal, segundo dados do Ministério, o primeiro possui 3,2 médicos por mil habitantes e o segundo 4 médicos por mil habitantes, além de Chile e Argentina que possuem mais profissionais do que o Brasil.
“Esses países que tem uma média maior que o Brasil de profissionais poderão oferecer esses especialistas para nós. A Espanha, por exemplo, tem milhares de médicos desempregados, então eles virão para cá e trabalharão na Atenção Básica. E após cinco anos, com o trabalho deles consolidado, o profissional será acompanhado pelo Ministério e pelos órgãos fiscalizadores. E se houver a confirmação que prestaram um bom serviço e que não houve dano e nem reclamações, eles farão, caso desejarem, uma prova de formalização de diploma para receber o registro no Conselho Nacional de Medicina podendo exercer a profissão no Brasil”.