Guarujá solicitou 17 generalistas para o Programa “Mais Médicos”, do Governo Federal. A prefeita Maria Antonieta de Brito aproveitou a oportunidade para ressaltar outros temas, como a necessidade de revisão da tabela SUS, e investimentos em saúde mental.
A campanha da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), ‘Cadê o médico’, lançada em janeiro deste ano, foi fundamental para a criação do Programa ‘ Mais médios’ do Governo Federal. A afirmação foi do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (5), em reunião da diretoria da FNP, da qual a prefeita de Guarujá é vice-presidente de Finanças Públicas.
O ministro ouviu os prefeitos membros da entidade, que além de tirarem dúvidas sobre o ‘Mais médicos’, aproveitaram para fazer reivindicações para seus municípios. Guarujá solicitou 17 médicos generalistas para atuar no Programa de Saúde da Família, nos bairros Morrinhos, Vila Baiana, Vila Rã, Vila Zilda e Jardim Progresso.
“Somos a favor desta medida de fortalecimento do sistema de saúde no Brasil. Nós, prefeitos, sofremos na pele o problema da escassez de médicos e os reflexos e prejuízos causados à população. Só quem vive o desafio diário da administração pública com responsabilidade sabe o que passamos para oferecer serviços de qualidade à população”, pontuou.

A prefeita Antonieta aproveitou para pedir ao ministro um fortalecimento no processo de divulgação do ‘Mais médicos’. “As pessoas estão entendendo que este programa trará, prioritariamente, médicos de fora do País para atuar nas nossas unidades, quando na verdade essa medida será utilizada somente se os médicos brasileiros não preencherem todas as vagas. Temos, e vamos, valorizar primeiramente os nossos profissionais”, comentou.
O ministro Padilha explicou que, nesta segunda (5), o Governo Federal abriu a primeira listagem de médicos brasileiros já cadastrados para participar do programa. A divulgação oficial acontece nesta terça (6). Nestes primeiros 15 dias de inscrições, cerca de 3.500 municípios aderiram, que equivalem a 63% do total de prefeituras no Brasil e a 92% das consideradas prioritárias para o programa. Juntas, estas cidades apresentaram demanda e capacidade para terem 15.460 médicos atuando na atenção básica.
“Os números ainda não estão fechados, mas posso dizer que muitos médicos que têm registro profissional no Brasil se cadastraram para o programa. Tivemos uma forte adesão dos municípios, que reforça a necessidade do programa em todos os cantos do País. Cerca de 1.700 médicos já sinalizaram as regiões em que pretendem trabalhar”, finalizou o ministro ressaltando que o segundo mês de adesão terá início no dia 15 de agosto.
Outras demandas – A prefeita Antonieta abordou com o ministro Padilha a necessidade de revisão da tabela do SUS, avaliando que os repasses feitos para os procedimentos no Município são insuficientes. Alguns procedimentos são contratados, mas ainda não é o bastante. Antonieta pediu apoio de custeio para área de saúde mental, em um momento muito oportuno, quando o Município assina, nesta terça-feira (6), adesão ao Programa “Crack é preciso vencer”.
“Essa não é só uma questão de segurança, de combate às drogas, mas, principalmente, de saúde pública, no cuidado com os dependentes químicos, que na maioria das vezes afeta a saúde mental. Temos poucos psiquiatras na região”, disse a chefe do Executivo.