Zanetti, Hypolito e Sasaki são os ginastas que terão Bolsa Pódio

Para se enquadrar no Bolsa Pódio, o esportista deve estar situado entre os 20 melhores do ranking mundial de sua prova e deve comprova evolução na carreira, entre outros requisitos

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04 NOV 201315h53

O Ministério do Esporte anunciou nesta segunda-feira os atletas contemplados com o Bolsa Pódio na ginástica brasileira. Somente três receberão o auxílio complementar do governo federal: Arthur Zanetti, atual campeão olímpico e mundial, Diego Hypolito e Sérgio Sasaki. Na seleção feminina, que passa por fase de renovação, ninguém entrou nos critérios para obter o benefício.

Zanetti foi o responsável por uma das três medalhas de ouro conquistadas pelo Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 - a seleção feminina de vôlei e a judoca Sarah Menezes faturaram as outras duas. Neste ano, o ginasta voltou a brilhar nas argolas, ao levar o ouro no Mundial da Antuérpia, na Bélgica.

Longe de sua melhor fase, Diego Hypolito obteve o quinto lugar no solo e o sexto no salto no Mundial da Antuérpia. Com o Bolsa Pódio, o atleta ganha incentivo para manter os treinos após passar quase toda a temporada sem clube, já que o Flamengo encerrou a equipe de ginástica profissional. Já Sasaki foi o quinto melhor no individual geral e na prova do salto no campeonato na Bélgica.

Com estes resultados no Mundial, o trio da ginástica masculina atendeu os critérios técnicos utilizados pelo Ministério do Esporte para conceder o complemento, que integra o Plano Brasil Medalhas e distribui bolsas de R$ 5 mil, R$ 8 mil, R$ 11 mil e R$ 15 mil. Para se enquadrar no Bolsa Pódio, o esportista deve estar situado entre os 20 melhores do ranking mundial de sua prova e deve comprova evolução na carreira, entre outros requisitos.

Zanetti foi o responsável por uma das três medalhas de ouro conquistadas pelo Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 (Foto:Divulgação)

No total, 124 atletas já contam com o Bolsa Pódio: 27 no judô, 15 no vôlei de praia, 19 no atletismo, um no pentatlo moderno e 59 em dez modalidades paralímpicas. Com o Plano Brasil Medalhas, com orçamento adicional de R$ 1 bilhão, o governo quer colocar o País entre os dez primeiros países na Olimpíada e entre os cinco primeiros nos Jogos Paralímpicos, ambos em 2016 no Rio.

Por causa dos critérios do Bolsa Pódio, nenhuma ginasta da seleção brasileira feminina foi contemplada neste ano. Em processo de renovação, a equipe conta com esportistas muito jovens que ainda não tem idade para disputar as principais competições. Assim, não somaram pontos para ter um ranking mais favorável.

O Ministério do Esporte argumenta que os investimentos nos atletas mais velhos deve beneficiar também os ginastas da base. "O investimento que o governo vem fazendo na preparação das seleções principais visando aos Jogos de 2016 reflete na formação das categorias de base das modalidades olímpicas e paralímpicas, porque os jovens atletas acabam convivendo com os técnicos e outros profissionais que treinam as equipes de ponta, utilizam os mesmos equipamentos, usufruem das mesmas estruturas", explicou Ricardo Leyser, secretário de Esporte de Alto Rendimento da pasta.