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Votação de impeachment no Santos é adiada para o início de setembro

O presidente santista responde a dois processos de impeachment

Folhapress

Publicado em 27/08/2018 às 15:41

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O presidente santista responde a dois processos de impeachment / Divulgação/Santos FC

A votação de impeachment do presidente do Santos, José Carlos Peres, não será votada na reunião do Conselho Deliberativo nesta quinta-feira (30), na Vila Belmiro. Por conta da briga judicial em que o mandatário teve liminar que travava o processo cassada na última sexta-feira, o presidente do Conselho, Marcelo Teixeira, não teve tempo e prazos estatutários para incluir o tema nesta pauta.

Por conta disso, a votação para o impeachment ou não de José Carlos Peres será marcada para o início do próximo mês. O Conselho Deliberativo do clube especula duas datas para o encontro: dias 5 ou 10 de setembro.

O presidente santista responde a dois processos de impeachment. O pedido mais consistente de impedimento é encabeçado pelo ex-presidente do Conselho Deliberativo e conselheiro nato do clube, Esmeraldo Soares Tarquínio de Campos Neto, que lamenta o adiamento da votação.

"A Mesa do Conselho nunca foi impedida, de fato, pela Justiça de convocar a votação nos termos do Artigo 69. O Presidente Peres entrou com processo erradamente contra a Comissão de Inquérito e Sindicância que não é quem convoca a reunião. Prova disso é que a Mesa em nenhum momento foi parte do processo. Agora, com o processo extinto cabe a realização da reunião", disse.

Ex-presidente do Conselho no biênio 2000-2001, Tarquínio entende que a publicação do edital nesta segunda-feira (27), a decisão da cassação da liminar e a extinção do processo já era conhecida, portanto, a reunião para decidir pelo impedimento ou não poderia ser realizada.

"Entendo a mudança em razão da natural cautela do presidente Marcelo Teixeira na preservação da imagem do Conselho. No entanto, discordo dela. Acredito que a Mesa deva marcar a votação para os primeiros dias de setembro. Afinal, não há nenhuma razão para protelar essa pauta", disse.

O pedido se Tarquínio se baseia nas empresas mantidas pelo presidente que estão em desacordo com o Artigo 61 Parágrafo Terceiro do Estatuto do Santos FC e a punição por descumprimento é o impedimento ao cargo, previsto no Artigo 68 Letra "d" da peça estatutária do clube.

O Artigo 61 Parágrafo Terceiro do Estatuto tem a seguinte redação: "Os membros do Comitê de Gestão são impedidos de ter qualquer tipo de relacionamento profissional com o Santos, direta ou indiretamente, ou ser procurador de atletas, empresário de atletas, agente de atletas ou sócio de pessoas jurídicas que exerçam tais atividades".

A representação foi fundamentada com embasamento jurídico e com base em diversas reportagens e documentos oficiais do governo brasileiro, a infração estatutária cometida pelo presidente, envolvendo as empresas "Saga Talent" e "Peres Sports & Marketing", e seus sócios em ambos os negócios que podem possuir relações empregatícias e judiciais com o Santos.

O outro pedido de impedimento fala das questões das empresas, mas junta a denúncia da Hi-Talent e os problemas apontados no relatório do 1º trimeste de 2018. O autor é o conselheiro Alexandre Santos e Silva, que também lamenta o adiamento da reunião: "Lamento muito esse adiamento. Tenho encontrado associados que querem que o Conselho resolva logo o impeachment dentro do plenário para poderem votar em Assembleia Geral. Tenho plena convicção na imparcialidade da Mesa e do presidente Marcelo Teixeira. Acredito que não serão irresponsáveis de adiar isso por adiar. Mas, penso que se não for no início de setembro, a não realização pode trazer prejuízos de fato ao clube. Somos todos Santos e todos estamos preocupados com a situação do clube", disse.

Para que José Carlos Peres seja derrotado é preciso de dois terços dos votos dos conselheiros presentes a favor do impeachment. Hoje, 301 conselheiros têm direito a voto, mas é preciso lembrar que os inadimplentes não votam. Setenta e dois conselheiros foram eleito por Peres, mas nem todos mantém o apoio ao presidente.

Alguns já "mudaram de lado" por insatisfação no início de gestão. Caso o impeachment seja aprovado no Conselho, deverá ser convocada Assembleia Geral dos Sócios do clube para aprovar a saída ou não por maioria de votos.

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