A expectativa em torno do UFC Freedom 250 ganhou um novo capítulo nesta semana. Marcado para acontecer no próximo domingo (14), nos jardins da Casa Branca, o evento que terá Alex Poatan como uma das principais atrações agora enfrenta uma batalha fora do octógono.
Uma ação protocolada na Justiça Federal dos Estados Unidos pede a suspensão imediata do card e levanta questionamentos sobre a legalidade da realização do evento em uma das áreas mais simbólicas do país. Como consequência, surgiram dúvidas sobre um cenário que parecia impensável há poucos dias: o UFC na Casa Branca pode realmente ser cancelado?
Quem luta no UFC na Casa Branca? Confira o card completo abaixo
Por que o UFC na Casa Branca virou alvo de uma ação judicial?
O Public Integrity Project, organização americana voltada à transparência pública e ao combate à corrupção, protocolou a ação na Justiça Federal dos Estados Unidos.
Segundo a entidade, órgãos federais teriam autorizado a realização de um evento esportivo privado em uma área pública sem cumprir exigências previstas pela legislação dos Estados Unidos.
Além disso, o grupo questiona a instalação da estrutura conhecida como “Claw”, espécie de cenografia gigante que ficará posicionada sobre o octógono durante o evento.
De acordo com a ação, construções temporárias de grande porte em propriedades federais exigiriam aprovações específicas e análises ambientais antes de serem executadas.
Brendan Ballou, advogado ligado ao Public Integrity Project, classificou a situação como um uso inadequado de espaços públicos para fins privados.
Segundo ele, a entidade acredita que o evento infringe regras federais e, por isso, deveria ser interrompido antes de sua realização.
O que a ação pede?
Além do processo principal, os autores protocolaram um pedido de liminar de urgência.
Na prática, o objetivo é obter uma decisão judicial ainda nesta semana para impedir que o UFC Freedom 250 aconteça conforme planejado.
O grupo também argumenta que o evento possui forte caráter comercial. Entre os pontos citados estão:
- Venda de pacotes de patrocínio milionários;
- Acordos de transmissão exclusivos;
- Presença de publicidade dentro da estrutura do evento;
- Exploração comercial da marca UFC em uma área federal.
Para os responsáveis pela ação, essas características impediriam que o card fosse enquadrado como uma celebração pública ligada aos 250 anos da independência dos Estados Unidos.
Governo Trump reage e defende o UFC
Por outro lado, a administração do presidente Donald Trump classificou o processo como “infundado”.
Em nota enviada à imprensa americana, representantes do governo afirmaram que o UFC Freedom 250 segue os mesmos critérios adotados em diversos eventos realizados anualmente em áreas federais.
Além disso, o governo sustenta que o card faz parte das comemorações oficiais dos 250 anos da independência americana, motivo que justificaria sua realização na Casa Branca.
A defesa também argumenta que eventos de grande porte já ocorreram anteriormente em espaços públicos administrados pelo governo federal, sem que houvesse questionamentos semelhantes.
Enquanto isso, o UFC ainda não divulgou um posicionamento oficial sobre o caso.
Alex Poatan corre risco de ficar sem lutar?
Por enquanto, não. Apesar da repercussão do processo, a programação do UFC Freedom 250 segue inalterada. A organização mantém agendadas a coletiva de imprensa, a pesagem oficial e todas as atividades da semana de luta.
Entretanto, caso a Justiça aceite o pedido de liminar, o cenário pode mudar rapidamente. Uma decisão favorável aos autores da ação poderia obrigar o UFC a alterar a estrutura planejada, transferir parte da programação ou até cancelar o evento.
Até o momento, porém, não existe qualquer determinação judicial suspendendo o card.












