Tite esconde time e pede que Itaquera estenda apoio a jogadores

Treinador gostaria de ver a arquibancada com um comportamento semelhante ao observado nos tempos em que ele dirigia o Corinthians

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21 JUN 2019Por Folhapress21h17
Tite orienta jogadores durante o treino da equipe realizado na Arena Corinthians, em ItaqueraFoto: Alex Silva/Estadão Conteúdo

A seleção brasileira realizou no fim da tarde desta sexta-feira (21) seu último treinamento para a partida contra o Peru. Realizada no estádio de Itaquera, palco do duelo de sábado (22), a atividade só pôde ser acompanhada por 15 minutos, e Tite preferiu manter o mistério em relação à escalação, que provavelmente terá mudanças.

O treinador só confirmou que o volante Fernandinho, com dores no joelho direito, não ficará nem no banco de reservas. Mas há outras possibilidades de alteração, sendo a entrada de Everton na vaga de David Neres a mais provável. Também existem as hipóteses de Gabriel Jesus substituir Richarlison e Allan ficar com o posto do pendurado Casemiro.

Seja qual for o time, Tite gostaria de ver a arquibancada da arena do Corinthians com um comportamento semelhante ao observado nos tempos em que o treinador dirigia a equipe alvinegra.

Depois de ouvir vaias nas duas primeiras partidas da Copa América, ele pediu que o afeto dirigido a ele na zona leste de São Paulo seja estendido aos jogadores.

"Se tiver um pouco de carinho do torcedor, que ele transponha isso para os atletas. Ele tem uma expectativa muito grande do resultado, mas que tenha o apoio também", afirmou o treinador, que vê seus comandados, especialmente os mais jovens, ansiosos diante das críticas. "Para mim, já vai contribuir para caramba. Imagina para o atleta."

Tite chamou de "tapete" o gramado do estádio. Não será o campo o motivo para que o Brasil não tenha um desempenho melhor do que o apresentado contra Bolívia e Venezuela.

Apesar das vaias, basta ao time verde-amarelo vencer para avançar com a liderança do Grupo A -algo que também pode ser obtido com empate, desde que a Venezuela não goleie a Bolívia.

"É um jogo decisivo. O primeiro objetivo é a classificação, mas temos que ir em busca da classificação e do primeiro lugar. Quando você veste a camisa do Brasil, precisa ter objetivos grandes", disse o zagueiro Marquinhos. "A gente pode melhorar em alguns pontos e vamos tentar colocar isso em prática."

Reserva na Copa América de 2016, o beque se recorda da derrota por 1 a 0 para o Peru que eliminou o Brasil, ainda na primeira fase, e custou o emprego do treinador Dunga. Ele usou o fracasso como exemplo negativo e pediu concentração para que seja evitado novo revés diante dos peruanos.

"Detalhes fazem a diferença nesses jogos decisivos. Naquele jogo, martelamos e, em uma bola, tomamos um gol de mão. Sabemos que é importante ter uma solidez defensiva para não tomar gol e deixar nossos atacantes confiantes. A gente sabe que é importante não tomar gol", concluiu o defensor.

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