Técnico da Costa Rica confirma time, não teme a Holanda e diz que já chorou pelo Brasil

“É futebol, vamos fazer pressão, ter o domínio de bola, sair jogando, tudo o que estamos fazendo. Sabemos que são grandes jogadores, mas vamos tentar acompanhar", afirmou

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03 JUL 201411h43

Jorge Luis Pinto está vivendo um momento mágico em sua carreira. Técnico da seleção que se tornou a grande sensação da Copa do Mundo, Jorge está prestes a viver mais um momento histórico com a Costa Rica, já que neste sábado os Ticos, como são conhecidos, entram no campo da Fonte Nova, em Salvador, na Bahia, as 17 horas, para encarar a favorita Holanda em uma inédita disputa de quartas de final do Mundial.

“Vamos fazer um bom jogo, repetir o mesmo que estávamos fazendo, não vamos mexer muito. A linha de jogo é essa. Respeitamos a Holanda como respeitamos o Uruguai, a Itália, a Inglaterra e a Grécia. Mas vamos pensar à frente”, avisou Jorge, que tem um desfalque para a partida, o zagueiro Oscar Duarte, expulso no segundo tempo do duelo contra a Grécia.

Questionado sobre quem jogará na vaga de Duarte, Jorge Luis não hesitou: “Johnny Acosta”.

A alteração, no entanto, não deve alterar a forma de jogar dos costarriquenhos, que tem surpreendido com a ‘petulância’ de tentar ditar o ritmo do jogo mesmo contra seleções tradicionais e campeãs.

“É futebol, vamos fazer pressão, ter o domínio de bola, sair jogando, tudo o que estamos fazendo. Sabemos que são grandes jogadores, mas vamos tentar acompanhar. (A Holanda) É muito dura, mas vamos jogar”, explicou o treinador colombiano, refutando a ideia de fazer marcação individual em Robben. “Haverá um tipo de marcação como fizemos para Pirlo (contra a Itália) e outros jogadores, não será homem a homem, terá outras coisas”, comentou.

Apesar de tanto sucesso, Jorge Luis Pinto tem evitado o clima de euforia no elenco costarriquenho, porém, como evitar a empolgação é quase impossível, o comandante tem usado esse fator como motivação para superar novos obstáculos.

“(O emocional dos jogadores ) Está muito bom. É um momento histórico, uma emoção grande, um momento único para os jogadores, então, vamos aproveitar”.

Diferente da seleção da Costa Rica, que se entregou às lágrimas apenas após a dramática classificação contra os gregos, na disputa de pênaltis, a seleção brasileira viveu um momento delicado diante do Chile. Mostrando um certo desequilíbrio emocional, os comandados de Felipão choraram antes, depois e ainda viram seu capitão se isolar na decisão.

Para Jorge Luis, entretanto, nada disso é motivo de preocupação. Além disso, o técnico, que já vivei e estudou no Brasil, revelou que também já chorou pela seleção canarinho.

“É normal, eu também já chorei pelo Brasil. Chorei no estádio do Atlético Espanyol, em 1982, no 3 a 2 (derrota contra a Itália), estava no 1 a 0 para a Argentina, em 1990, estava em Guadalajara, também (eliminação para a França nos pênaltis)”, lembrou.

Por fim, o técnico mais uma vez agradeceu o carinho das pessoas de Santos e novamente enalteceu a importância da equipe estar treinando na Vila Belmiro, eterna casa de Pelé. Em homenagem prestada pelo Peixe, na noite desta quarta-feira, Jorge Luis Pinto se emocionou.

“Vou me recordar e lembrar para sempre do estádio, da grama, de tudo. Temos estado bem aqui, trabalhando muito bem, nos sentindo como em casa, emocionados, estimulados pelo estádio e tudo o que representa o Santos. Os jogadores tem sentindo, transmitido a alegria de estar treinando na Vila Belmiro. Graças também a todos nas ruas, casas, o carinho, para fazer de Santos uma cidade que lembraremos para sempre”.