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Sem risco de deixar Libertadores, Athletico pode ter varredura antidoping

O caso envolve jogadores do clube que consumiram Higenamina, substância presente em suplemento

Folhapress

Publicado em 14/05/2019 às 10:55

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Como as punições previstas são administrativas, não há risco de eliminação da Libertadores / Franklin de Freitas

O caso de doping envolvendo jogadores do Athletico Paranaense que consumiram Higenamina, substância presente em um suplemento alimentar oferecido pelo departamento nutricional do clube, pode resultar numa varredura antidoping da Conmebol junto aos demais atletas.

O Código Mundial Antidoping 2015, que orienta os procedimentos em casos como esse, determina que, caso mais de dois atletas sejam apanhados em exames, há a obrigatoriedade de que a organizadora do evento realize exames em todos os atletas do clube envolvido. Até agora, a informação é de que Thiago Heleno já foi suspenso preventivamente. Camacho aguarda a contraprova. Outros jogadores podem ter tomado a substância, que leva de 5 a 7 dias para sair do corpo.

Um deles seria o volante Bruno Guimarães, retirado do jogo contra o Boca Jrs. com a alegação de amigdalite. O UOL Esporte apurou que o jogador tomou o suplemento por orientação de profissionais do clube; via assessoria, Bruno Guimarães nega ter consumido a substância. Ele já voltou a atuar contra o Bahia. Outro atleta é João Pedro, atualmente no Paraná, e que ficou de fora dos dois últimos jogos pela Série B. No caso de apenas dois atletas apanhados, a varredura é facultativa.

Não há risco de eliminação na Libertadores

O Athletico não corre nenhum risco de ser eliminado da Copa Libertadores, mesmo que outros atletas venham a ser apanhados no antidoping. As punições previstas são administrativas, como multas ou suspensão individuais.

Para o caso de substâncias especificas, como a Higenamina, considerada leve, os atletas podem ser suspensos por até dois anos, após julgamento, que levará em consideração a intenção de melhora esportiva.

O clube deverá se defender e ajudar na defesa dos atletas alegando erro do profissional de nutrição que indicou a substância. Caso prove que o erro foi deste funcionário e não houve dolo dos atletas, os jogadores podem ser absolvidos e o profissional em questão -cujo nome não foi revelado- poderá ser suspenso pelo dobro da pena prevista aos esportistas.

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