Para a construção da nova arena do Santos, a diretoria formou parceria com a WTorre, empresa de construção e engenharia famosa pelo levantamento do Allianz Parque. No entanto, após pedido de espera da empresa para formalização do contrato, o Peixe se vê de mãos atadas e aguarda a resposta da construtora.
Rivais engolindo em infraestrutura
Inaugurado em 1916, o ‘Alçapão da Vila’ carrega consigo histórias e lembranças dignas de documentário ou filme de superação. Embora tenha o privilégio de ter sido a casa do maior jogador de futebol da história (Pelé), vivências e conquistas não fazem mágica para ampliação e reformulação da atual casa de Neymar.
Em resumo, a capacidade da Vila mais tradicional do Brasil não passa de 20 mil espectadores, com cerca de 16.068 torcedores.
Neo Química Arena (Corinthians)
O clube de Itaquera possui uma das arenas com maior poder tecnológico do país, com gramado refrigerado nível europeu e o maior telão de LED do mundo, além de ter sido o estádio-sede da Copa do Mundo de 2014 ocorrida no Brasil.

Em comparação com a Vila Belmiro, a Arena Corinthians ganha vantagem em diversos pontos:
- Capacidade para mais de 49.000 pessoas (quase 3x mais que a Vila Santista)
- Público pagante por jogo entre R$ 2,5 milhões e R$ 5 milhões de renda bruta (contra R$ 751 mil a R$ 1 milhão do Peixe)
- Acordo com a Hypera Pharma (Neo Química) para R$ 300 milhões em 20 anos
- Gramado tecnológico com capacidade para sugar o excesso de água ou insuflar ar frio nas raízes
Allianz Parque (Palmeiras)
A Arena multiuso do maior campeão nacional do país, viveu tempos de reformulação completa, que transformou o clube financeiramente e criou a possibilidade de atrair marcas renomadas no mercado.
Como por exemplo, recentemente o Nubank, banco digital em ascensão no cenário, formalizou um acordo para adquirir os naming rights do Palmeiras, substituindo o Allianz, em acordo oficializado até 2034.

O glamuroso estádio do Verdão tem como principal destaque a utilização tanto para partidas de futebol quanto para a recepção de shows e eventos internacionais:
- Gramado sintético Shock Pad, que facilita a substituição, tendo como resultado agenda lotada e lucro constante
- Capacidade para cerca de 43.713 pessoas e 55.000 para shows
- Acordo com a Nubank para aquisição dos naming rights da arena; R$ 50 milhões/ano
- Sistema de iluminação esportiva em LED, que permite o controle dinâmico de cores na fachada e no teto
MorumBIS (São Paulo)
O São Paulo tem talvez um dos exemplos recentes mais inteligentes de como um clube pode lucrar altas cifras sem necessariamente derrubar o estádio. A grande sacada do tri-mundial chamou a atenção em um fenômeno de marketing:

- Namings rights em acordo com a Mondelez (dona da marca Bis) com valores de R$ 75 milhões a R$ 80 milhões/ano
- Instalou sistema de luzes de última geração e atende aos requisitos de transmissão 4K/8K da FIFA
- Renda bruta por jogo varia entre R$ 2 milhões à R$ 6 milhões, dependendo da competição jogada
- Em jogos de futebol, o estádio suporta até 66.795 torcedores; já para shows e eventos, pode chegar a 100.000 pessoas simultâneas
Arena MRV (Atlético Mineiro)
Construído a poucos meses para a torcida do clube mineiro, a arena do Galo recebeu aporte financeiro da MRV Engenharia, sendo projetada do zero para ser o lar do torcedor do clube alvinegro.

Alguns de seus pontos positivos que mais se destacam:
- Capacidade para cerca de 46.000 pessoas
- Contrato com MRV Engenharia por R$ 71 milhões em 10 anos
- Naming rights na interna do estádio, como o setor Brahma e o Lounge Inter
- Tem registrado médias brutas entre R$ 2,5 milhões e R$ 4 milhões por partida
Peixão tem vida dura para acompanhar às arenas de elite
Ao comparar a vida útil da Vila Belmiro junto aos demais estádios dos rivais, deixa claro que o projeto para a Nova Vila precisa ter objetivos ambiciosos para alcançar os métodos impostos nas arenas concorrentes.

- Atual estádio tem o menor ‘ticket médio’ entre os grandes de SP
- Capacidade para 16.068 pessoas – por questões de segurança e estrutura antiga, raramente consegue colocar 100% da carga à venda
- Jogando na Vila atual, o Peixe deixa de arrecadar em média R$ 2 milhões por jogo, caso tivesse uma capacidade semelhante aos adversários
- Projeção para ampliação têm um pulo de 16.068 telespectadores para 30.040 torcedores no novo estádio do litoral paulista
