Santos usa calvário como inspiração e minimiza pressão palmeirense

Além da taça, a garantir a classificação na Copa Libertadores da América de 2016 é prioridade no clube, principalmente para as pretensões financeiras para o próximo ano

Finalista da Copa do Brasil e a um empate de conquistar seu segundo título da competição por mata-mata, o Santos garante que nada pode abalar o foco da equipe para o clássico desta quarta-feira, contra o Palmeiras. Após a primeira decisão, na Vila, os palmeirenses dispararam reclamações sobre a arbitragem e chegaram a fazer provocações aos santistas, que, por outro lado, refutam qualquer revide no momento mais importante da temporada para o clube. “Cada um fala o que acha que tem de falar. Sabemos que estamos focados, com um pensamento só. Queremos ir lá fazer nosso jogo”, garantiu Gustavo Henrique.

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Zeca é outro que ignora o clima de tensão e lembra das cinco rodadas que o time passou na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro para explicar suas verdadeiras motivações para buscar o título nesta quarta. 

“Primeiramente, acho que essas coisas ficam para os torcedores. Aqui dentro não vai influenciar em nada. O momento do Santos já foi delicado, por várias situações na zona de rebaixamento. Só pensamos nisso. Trabalhamos muito para chegarmos nessa final de Copa do Brasil. A motivação é nossa mesmo. O que passamos no começo do ano, que íamos cair. E graças a Deus está dando tudo certo”, comentou o lateral esquerdo. 

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Gustavo Henrique e Zeca terão a primeira chance de disputar uma decisão e campeonato com a camisa do Santos. Jovens revelados pelas categorias de base do alvinegro praiano, os dois atletas prometem dar a vida dentro de campo no embate marcado para às 22 horas, no Allianz Parque. 

“Para mim não é o jogo do ano, é o jogo da minha vida. Venho trabalhando muito para esse momento chegar. Sabemos o que podemos render ainda. Vai ser o jogo da minha vida, como o desses jovens que vão estar jogando. Eu vou lá para buscar esse título para a nação santista”, avisou Gustavo Henrique. 

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Apesar do clima de confiança e de ansiedade na Vila Belmiro, os santistas sabem que a pressão para conquistar o título da Copa do Brasil ficou ainda maior depois que a equipe ficou de fora da briga por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro. Além da taça, a garantir a classificação na Copa Libertadores da América de 2016 é prioridade no clube, principalmente para as pretensões financeiras para o próximo ano.

“Vai ser uma pressão muito grande, mas estamos focados. Sabemos o que precisa ser feito. Estamos treinando. Deixamos de ficar com a família no domingo para virmos aqui treinar, fazer o trabalho tático. Sabemos o quanto ouvimos besteira no começo do ano. Nos fechamos, demos a volta por cima. Acho que na quarta-feira temos de tentar fazer tudo o que fizemos no ano, de bom. O que ficou de ruim ficou para trás”, comentou o zagueiro, antes de ter discurso compartilhado por Zeca. 

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“Pressão vai ter, porque é uma final de campeonato jogando na casa do Palmeiras. São times grandes. Se não tiver pressão, não vai ser o futebol. Acho que o grupo acata, sabe da pressão. O que passamos no começo do ano, só nós sabemos. Agora é botar em prática tudo o que foi feito”, concluiu o lateral.