Santos faz acordo de empréstimo de R$ 8 milhões para sanar dívida

O empréstimo deve ser liberado pelo banco até esta quarta-feira e a garantia apresentada é parte da cota de TV pertinente a 2016

Comentar
Compartilhar
19 MAI 201512h48

Modesto Roma Jr, enfim, vai cumprir a promessa de sanar as dívidas salarias do elenco santista. Apesar de não ter conseguido o dinheiro necessário no tempo esperado, a notícia caiu como um ‘alívio’ entre os jogadores. O acordo é com o banco BMG, que vai emprestar R$ 8 milhões ao clube da Vila Belmiro. O valor remete a quantia que o Peixe deve a alguns atletas em direitos de imagem. Vale lembrar que logo após a conquista do título do Campeonato Paulista, a diretoria alvinegra pagou os atrasados referentes aos meses setembro e outubro, deixando ainda cinco meses em aberto.

Dos R$ 8 milhões, pouco mais da metade será usado para liquidar os atrasos com Robinho, principal estrela do time e que vive uma situação delicada, já que rescindiu seu contrato com o Milan, da Itália, e agora negocia seu futuro. Apesar de sempre reiterar o desejo de permanecer no Santos, o camisa 7 já havia deixado claro que a resolução da atual dívida será fundamental para iniciar as conversas sobre renovação contratual. Atualmente, o contrato do atleta expira dia 30 de junho.

O empréstimo deve ser liberado pelo banco até esta quarta-feira e a garantia apresentada é parte da cota de TV pertinente a 2016. O clube tem R$ 80 milhões de recebíveis da detentora dos direitos de transmissão. 

Modesto Roma Jr, enfim, vai cumprir a promessa de sanar as dívidas salarias do elenco santista (Foto: Divulgação/SFC)

"O legal nisso tudo é ver que não falta disposição dos atletas. A diretoria não é só de papo, vem aqui todo dia. Essa noticia nada mais é que reconhecimento aos jogadores. Os jogadores estão muito motivados, não só por isso. Mas por saber que a diretoria esta indo atrás", comentou o técnico Marcelo Fernandes, nesta terça-feira

Vale lembrar que a principal queixa do grupo de jogadores com a antiga diretoria era justamente a ausência dos dirigentes e a falta de justificativa ou satisfações pelos atrasos salariais.