Santos falha na pontaria e expõe jejum de Marinho e parceiros de ataque

Sob o risco de um inédito rebaixamento, o Santos convive com aproveitamento ruim de suas finalizações, o que reflete diretamente nos resultados

O Palmeiras venceu o Santos por 2 a 0 em clássico sem muitas emoções na Vila

O Palmeiras venceu o Santos por 2 a 0 em clássico sem muitas emoções na Vila | IVAN STORTI/SFC

A má pontaria tem sido um dos problemas mais críticos do Santos neste Campeonato Brasileiro, competição pela qual a equipe alvinegra enfrenta o Red Bull Bragantino às 19h desta quarta-feira (10), na Vila Belmiro.

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Sob o risco de um inédito rebaixamento, o Santos convive com aproveitamento ruim de suas finalizações, o que reflete diretamente nos resultados de um time que tem um dos piores ataques do torneio, com 26 gols marcados em 30 partidas disputadas.

Segundo dados do Footstats, o Santos tem média de 12,6 finalizações por partida, que colocam a equipe entre as oito melhores do Brasileiro neste quesito. No entanto, apenas 4,4 vão com direção ao gol. Só sete times possuem desempenho pior.

Isso ficou visível na derrota para o Palmeiras no domingo (7), na Vila Belmiro. Precisando da vitória, o Santos testou o gol adversário 12 vezes e acertou só quatro no alvo, que resultaram em boas defesas de Weverton. Do outro lado, o rival alviverde finalizou 15 vezes, sendo seis com direção ao gol -venceu por 2 a 0.

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Os problemas ofensivos do Santos não vêm de agora, mas é fato que eles se agravaram no segundo turno do Brasileiro. Desde que o técnico Fábio Carille assumiu o comando do time, exatamente ao início do returno, foram seis gols marcados em 11 partidas. O time passou em branco em seis jogos. O lateral-direito Madson é o artilheiro deste período, com dois gols. Diego Tardelli, Raniel, Carlos Sánchez e Wagner Leonardo completam a relação com um tento cada.

O desempenho ruim, registrando média de 0,54 gol por partida, recai diretamente sobre Marinho, que foi o artilheiro do Santos na temporada passada, com 24 gols em 43 jogos, e um dos principais jogadores na campanha que levou o time ao vice-campeonato da Libertadores.

Agora ele acabou de completar um turno inteiro sem fazer gols. O último dele foi justamente sobre o Palmeiras, em 10 de julho, na derrota por 3 a 2 no Allianz Parque, em cobrança de pênalti. Nesta temporada, foram só sete gols em 37 participações.

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Embora receba cobrança pela falta de gols do time, Marinho tem sido amparado pela forma como tem atuado. E uma das justificativas pelo longo jejum é a remodelação vivida pelo Santos desde o início do ano.

“O Marinho é o jogador a ser marcado. Se eu sou o técnico adversário, eu vou me preocupar com o Marinho. Ele não está tendo espaço, e a gente não consegue criar para que ele seja esse jogador que sabemos que ele é”, explicou Carille após a derrota para o Palmeiras.

O atacante ainda tem sofrido mudanças de parceiros nos últimos meses, desde que o Santos perdeu Kaio Jorge, que não quis prorrogar seu contrato com o clube e se transferiu para a Juventus, da Itália, o que compromete o entrosamento no ataque e o próprio rendimento de Marinho.

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Na gestão de Carille, Léo Baptistão foi o titular nos primeiros seis jogos, até que sofreu uma lesão muscular. Raniel atuou na partida seguinte, contra o Sport, mas perdeu a posição para Tardelli. O veterano foi titular em três jogos, mas acabou sendo desfalque contra o Palmeiras por causa de uma virose, devolvendo o posto a Raniel.

Uma nova mudança está prevista para o jogo contra o Red Bull Bragantino. Tardelli deve retomar a titularidade para formar dupla de ataque com Marinho. Carille ainda será obrigado a fazer duas alterações na defesa. Madson está suspenso, e o trio de zaga perdeu o uruguaio Emiliano Velázquez.

Assim, o Santos deverá ter João Paulo; Danilo Boza, Robson Reis e Wagner Leonardo; Pará, Vinicius Zanocelo, Felipe Jonatan e Marcos Guilherme; Marinho, Lucas Braga e Diego Tardelli.

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Com 35 pontos, o Santos é o primeiro time fora da zona de rebaixamento. O time alvinegro tem cinco pontos de vantagem sobre o Sport, que aparece logo abaixo, e conta com a recuperação diante de sua torcida para se distanciar do grupo dos últimos quatro colocados.

Desde que a Vila Belmiro voltou a receber público, a equipe de Fábio Carille disputou quatro partidas, com duas vitórias, sobre Grêmio e Fluminense, e duas derrotas, para América-MG e Palmeiras.

O Bragantino, por sua vez, briga na parte de cima da tabela: é o quarto colocado, com 49 pontos. Apesar disso, a equipe de Maurício Barbieri jogará pressionada agora por uma recuperação, já que vem de derrotas seguidas para Athletico-PR e Cuiabá.

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Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Horário: 19h (de Brasília) desta quarta-feira (10)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
VAR: Daniel Nobre Bins (RS)
Transmissão: Premiere